domingo, 24 de maio de 2026

O que a ansiedade nos ensina?


 ©️2026 Kathigiane Barbosa Brito Leal

Sério? Podemos mesmo aprender alguma coisa com a ansiedade?
Sim! E aqui eu estou me referendo a ansiedade como uma emoção inata e não ao Transtorno de Ansiedades. É importante não as confundir.

Atualmente muito se comenta sobre a ansiedade e as complicações que ela traz para a vida cotidiana do sujeito. No entanto, poucas pessoas sabem que a ansiedade é uma reação natural do corpo e que, até certo ponto, ela pode ser benéfica. A ansiedade, sendo uma emoção secundária, nada mais é do que uma parte do mecanismo de defesa do nosso organismo. É ela que nos coloca em estado de alerta quando o cérebro acredita que estamos em perigo e, no fundo, podendo assim, nos ajudar em várias situações. Por exemplo, imagine que você vai fazer uma prova muito importante que depende unicamente da sua dedicação. É natural que você fique ansioso, logo, vai depender desta aprovação para mudar a sua vida.

A ansiedade tem três elementos principais: emocional, fisiológico e cognitivo. Ainda no exemplo da prova: é comum sentir medo (questão emocional), sudorese e aperto no estômago (sinais fisiológicos) e pensamentos preocupantes, como "e se eu não conseguir tempo suficiente para estudar?" (componente cognitivo).

Desse modo, a ansiedade é temporária e nos prepara para situações adversas do cotidiano. Sintomas como palpitações, perda de sono e alterações no apetite são comuns, mas devem passar assim que a preocupação acabar.

Todas as pessoas vivenciam ansiedade em maior ou menor grau em algum momento de suas vidas. Até certo ponto, ela é considerada algo positivo, pois aumenta a nossa performance e nos prepara para agir em algumas situações difíceis.

Esta não necessita de tratamento, pois é entendida como uma característica intrínseca em situações pontuais de estresse e é útil para nos protegermos de eventuais ameaças. Já a ansiedade patológica precisa de tratamento e a mesma envolve o uso de medicações específicas e psicoterapia.

KATHIGIANE BARBOSA BRITO LEAL

  • Psicóloga Clínica na abordagem Cognitivo Comportamental;
  • Graduação: Psicologia- CRP-03/8731. Faculdade do Sul – FACSUL/BA (2011);
  • Especialização: Saúde Mental em CAPS com Ênfase em Dependência Química – UNIGRAD ( 2013); e
  • Especialização: Gestão em Saúde – Universidade Estadual de Santa Cruz  -UESC (2015).

Nota do Editor:


Todos os artigos publicados no O Blog do Werneck são de inteira responsabilidade de seus autores.


Invista em motivação e disciplina e alcance seus objetivos


©️2026 Priscila Zacharias Escatolin Pravato

A motivação e a disciplina são pilares complementares na construção e manutenção de objetivos no cotidiano. Enquanto a motivação atua como força inicial — despertando o desejo de agir —, a disciplina garante a continuidade das ações, mesmo na ausência de estímulos emocionais. Em termos acadêmicos, essa relação pode ser compreendida como a interação entre fatores intrínsecos (motivação) e mecanismos de autorregulação (disciplina), fundamentais para a realização de metas de curto e longo prazo.

De acordo com Aristóteles, "somos o que repetidamente fazemos; a excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito". Essa afirmação destaca o papel central da disciplina na formação de comportamentos consistentes. A motivação pode impulsionar o início de uma atividade, mas é a repetição disciplinada que transforma intenções em resultados concretos. Nesse sentido, a disciplina funciona como um sistema que independe das oscilações emocionais, sustentando o progresso diário.

Por outro lado, Friedrich Nietzsche aponta que "quem tem um porquê enfrenta qualquer como", evidenciando a importância da motivação como fonte de sentido. Quando um indivíduo compreende o propósito de suas ações, a tendência é que haja maior engajamento e persistência. No entanto, confiar exclusivamente na motivação pode ser problemático, pois ela é volátil e sujeita a fatores externos e internos.

Sob a perspectiva contemporânea, estudos sobre autodisciplina, como os de Angela Duckworth, reforçam que a consistência ao longo do tempo — definida como "grit" (garra) — é um dos principais indicadores de sucesso. Isso demonstra que a combinação entre motivação (propósito) e disciplina (consistência) é mais eficaz do que qualquer um desses elementos isoladamente.

Assim, para alcançar objetivos no dia a dia, é necessário desenvolver estratégias que alinhem motivação e disciplina. A motivação define o rumo, enquanto a disciplina garante o percurso. Juntas, formam um sistema equilibrado que permite não apenas iniciar projetos, mas concluí-los com eficácia.

Dicas práticas para aplicar no dia a dia

• Defina um "porquê" claro
Escreva o motivo do seu objetivo. Quanto mais pessoal e específico, maior será sua motivação inicial;
• Transforme metas em microações
Divida objetivos grandes em tarefas pequenas e executáveis diariamente. Isso facilita a disciplina;
• Crie rotina, não dependa de vontade
Estabeleça horários fixos. A disciplina nasce da repetição, não da inspiração;
• Use a regra dos 5 minutos
Comece mesmo sem vontade, prometendo fazer apenas 5 minutos. Muitas vezes, isso quebra a resistência inicial;
• Monitore seu progresso
Acompanhar pequenas evoluções reforça a motivação e fortalece o hábito.
• Prepare o ambiente
Reduza distrações e facilite o acesso ao que você precisa para agir;e
• Aceite dias ruins sem abandonar o processo
Disciplina não é perfeição, é consistência ao longo do tempo.

Resumindo,a motivação acende a chama, mas é a disciplina que mantém o fogo aceso. Quem aprende a agir mesmo sem vontade conquista algo raro: autonomia sobre a própria vida. Objetivos não são alcançados apenas por quem sente mais, mas por quem faz mais — de forma consistente, silenciosa e intencional. É nessa constância que sonhos deixam de ser ideias e passam a ser realidade.

Referências bibliográficas:

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Martin Claret, 2001;
NIETZSCHE, Friedrich. Crepúsculo dos Ídolos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006;
DUCKWORTH, Angela. Garra: O poder da paixão e da perseverança. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2016; e
RYAN, Richard M.; DECI, Edward L. Self-Determination Theory: Basic Psychological Needs in Motivation, Development, and Wellness. New York: Guilford Press, 2017.

PRISCILA  ZACHARIAS ESCATOLIN PRAVATO














-.Psicóloga Graduada pela PUCCAMP em 1993, CRP 06/4955-;
.Pós-Graduada em Administração com ênfase em Marketing pela PUCCAMP, 1996
.Formação em Executive Coaching & Life Coaching, certificada pelo ICI (Integrated Coaching Institute),2014
.Formação Master Analista Comportamental, em andamento, pelo Instituto Liane Gomes,2023
Atua na Psicologia Clínica sob a abordagem Cognitivo-comportamental - com ênfase em problemas de relacionamento, sexualidade humana e transtornos de ansiedade, além de orientação profissional e Coaching de Carreira. Atende em seu consultório em Campinas adolescente, adulto, casal e melhor idade.
Contatos:
WhatsApp/Cel.: 19.99980.0101
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