©️2026 Edson Alves Domingues
No começo dos anos 90, participei de uma palestra em comemoração do Dia Internacional da Mulher, e entre as coisas que foram discutidas, estava a participação do homem nas tarefas domésticas, coisa ainda menos comum na época em uma cidade do interior.
Algumas das participantes contestavam que os homens não sabiam fazer essas tarefas, e só atrapalhavam a rotina da casa. Estavam falando de lavar a louça, mas podíamos estender a queixa para outras tarefas, como fazer comida, arrumar a casa, a cama, etc.
Esse discurso ficou marcado em minha mente, e eu olhava as relações de compartilhamento em qualquer área, de como isso se desenvolvia, ou poderia se desenvolver, e pensei, que isso poderia ser uma armadilha; se o outro não faz como eu quero, não quero que faça; e dá argumentos para me queixar do outro pela sua não participação.
Quantas vezes não montamos esse quebra-cabeça em nossa vida ao nos queixarmos do outro, sem que se dialogue a respeito? Esse é um caminho perverso, e fica sem saída, pois as relações ficam estremecidas e até rompidas.
Pensem em quantas vezes as pessoas armam para ser rejeitadas, e olhar para isso pode melhorar a sua relação.
EDSON ALVES DOMINGUES
- Psicólogo formado pela Universidade de Guarulhos – 1977;
- Especializado em Psicodrama, com titulação em Terapeuta, Terapeuta de Alunos, Professor e Supervisor pela Federação Brasileira de Psicodrama;
- Especializado em Terapia de Casais e Família pelo Instituto Bauruense de Psicodrama e
- Psicólogo Clínico, por 20 anos.
Nota do Editor:
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