sábado, 28 de outubro de 2017

Precisamos Falar sobre Bullying



A violência escolar, melhor conhecida como bullying, é um tema que nos persegue e preocupa constantemente, pois infelizmente é um assunto que reflete o nível de agressão e violência em que se encontra o mundo atual. Houve uma época em que se discutiu muito sobre o tema. Mas agora, a sociedade se encontra perplexa diante o ato trágico do estudante de apenas 14 anos que abriu fogo dentro de um colégio particular em Goiânia, matando dois de seus colegas de classe e ferindo outros quatro. E talvez seja por isso, que não devemos ignorar que por trás de tal comportamento, desencadeia-se uma série de fatores que o levou a passar de vítima de bullying a agressor.

O bullying é um problema social e se define como um comportamento repetitivo de provocações e intimidação, cuja consequências podem ser devastadoras que vão desde o isolamento ou exclusão da vítima, até atos violentos como suicídio e homicídios em massa.

Na adolescência, o indivíduo que outrora fora uma criança, começa a esquecer das brincadeiras infantis para dar mais atenção a um corpo sexualizado, que lhe produz estranheza e inquietude. Justamente nessa fase que se inicia a tentação do bullying, que surge como uma falsa saída: manipular o corpo do outro sob formas diversas (negação, insultos, agressão, exclusão e injuria), como meio de resguardar seu próprio corpo. É nesse turbilhão de sentimentos que é descoberto um novo mundo para o adolescente; é o começo da luta por um lugar na sociedade.

Em geral, o perfil do agressor ou que comete bullying é um adolescente ressentido com seu entorno e que disfarça uma autoestima muito baixa, sendo assim, ele é quem toma iniciativa, para sua autoafirmação e reconhecimento no entorno escolar. Inconscientemente, se sente desaprovado e não merecedor do afeto de outros adolescentes ou parentes e não está contente com seu lugar no mundo. No entanto, se esforça para projetar exatamente o contrário: força, segurança e poder. É ele quem sempre quer ter o controle da situação. Para extravasar agressividade do seu estado emocional, esse adolescente passa a designar um bode expiatório para golpear e destruir. Normalmente esse jovem escolhe a vítima que tenha traços de introspecção ou com alguma dificuldade de interação no meio social, como jovens tímidos, pois estes dificilmente irão enfrentá-lo. A diferença é imposta na vítima como algo insuportável porque confronta com a puberdade idealizada por cada um do seu entorno.

No entanto, a vítima costuma se sentir acuada, refém de sentimentos de medo e de inferioridade. A experiência de ser constantemente objeto de escárnio e violência física, é o principal fator para a degradação psicológica e moral da vítima, destruindo sua autoestima e fazendo com que perca a confiança em si mesmo. Como consequência disso, teremos um indivíduo que sofre calado, que se isola e deixa de ver a escola como um lugar seguro e prazeroso. Tudo acontece de modo sequencial e sistematicamente. A vítima acaba por sucumbir diante os sentimentos de medo e vergonha, ódio e vingança. Infelizmente é nessa transição que a vítima tomará iniciativas drásticas em sua vida- podendo se transformar numa bomba relógio e o caminho a ser tomado, talvez não tenha volta. Muitas vítimas cometem suicídio ou acabam por se tornarem agressores, como no caso de Columbine, atirador de Realengo e o caso mais recente em Goiânia.

Por isso, abordar o bullying implica em acompanhar esses adolescentes nessa delicada fase de transição. A melhor forma de combater o bullying deve ser na escola, onde a mesma deverá observar seus jovens alunos mais de perto, analisando possíveis mudanças de conduta em cada um, seja em seu círculo de amizade, equipes ou tribos. Mediar problemas e solucionar conflitos dentro da escola, promovendo cidadania. Observar jovens que se isolam, que choram com facilidade, que não vão a área de recreação, que sentem medo, que evadem aulas de educação física e não saem nos intervalos. Assim como deve observar também, aqueles alunos com problemas comportamentais, muito ativos ou violentos. A sala de aula deve ser assistida e observada constantemente em especial, pois é nela que nasce a maioria de preconceitos e agressões e que por muitas vezes, é vista como uma brincadeira inocente por parte de alunos, pegando professores desapercebidos.

Em casa, deve-se observar atentamente as atitudes do adolescente em relação a escola. Muitas vezes os sintomas apresentados pela vítima, também passam despercebidos pelos pais, como dores constantes no estomago ou na cabeça e quando o jovem insiste em não querer assistir aulas. Diante disso, se existe a suspeita de bullying, até mesmo quando o adolescente não diga nada, é necessário agir imediatamente, consultando experts sobre o assunto e tratando de buscar solução do problema e apoio na escola. Pais devem ser mais participativos na vida de seus filhos, educando-os no convívio em sociedade e ensinando-os a resolver conflitos civilizadamente. O silêncio é o pior inimigo, e talvez a passividade seja o segundo pior. 

Deve-se enfrentar o bullying pois não há tempo a perder; tem que agir.

POR ADRIANA RAMIREZ













-Paraense, filha de venezuelano e mãe brasileira;
-Graduada em Letras-Português/Espanhol e Literatura;
-Pós-graduada em Cultura Afro-Brasileira;

-Tradutora Juramentada e Intérprete Comercial pela Meritíssima Junta Comercial do Pará (JUCEPA);e
-Autora de 2 livros:
-“A Influência Africana na Formação Cultural do Pará: Análise das Principais Manifestações Folclóricas Paraenses” e
-“La Femme - O Feminino Em Sade”.;
- Concluiu em 2015 Mestrado Profissional de Enseñanza de Español como Lengua Extranjera e está cursando Mestrado em Educação

Nota do Editor:
Todos os artigos publicados no O Blog do Werneck são de inteira responsabilidade de seus autores.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Bandalheiras de Lula no INSS- Parte Final


A minha publicação anterior no Blog do Werneck(http://oblogdowerneck.blogspot.com.br/2017/05/bandalheiras-de-lula-no-inss-parte-2.html)e o que relato para vocês nesse artigo vem bem mostrar que a Reforma da Previdência Social não poderá ser feita sem antes se esclareça que fim levaram os imóveis que Lula em seu Governo surripiou do Fundo do Regime Geral de Previdência Social -FRGPS quando da fundação da denominada Super Receita que surgiu com a  Lei n. 11.457/2007 que criou a a Secretaria da Receita Federal do Brasil, mediante fusão da Secretaria da Receita Federal e da Secretaria da Receita Previdenciária.

Após lerem o que vou lhes passar vocês chegarão a conclusão de que  se quem deveria fazer valer nesse país (Presidente da República, Câmara e Senado e o Tribunal de Contas da União) não o faz SÓ RESTA AO POVO "CHIAR" para que alguma providência seja tomada e esclarecida de vez a questão que se encontra indefinida há 10 anos.

Cliquem nestes links e depois imprimam os dois artigos:

Maiores detalhes  poderão ser obtidos se no Google fizerem as seguintes pesquisas:

"BANDALHEIRAS DE LULA NO INSS PARTE 2" e

"AGORA SAIU A " CPI DA PREVIDÊNCIA" CADÊ A AUDITORIA NECESSÁRIA , QUE FIM LEVARAM OS IMOVEIS E SEUS VALORES"

No link do Tribunal de Contas da União atentem para os seguintes itens que transcrevemos:

"27.1. Estes estudos concluíram que o saldo acumulado por este fundo hipotético em dezembro de 2001 seria superior a 300 bilhões de reais (vide tabela a seguir);

32.......................................................

I.3. Situação atual do Fundo do Regime Geral da Previdência Social

33. Apesar do decurso de 12 anos da criação do FRGPS com a Lei de Responsabilidade Fiscal, pouco foi feito para a sua efetiva implementação.

34. De início, foi criada, tão somente, uma unidade orçamentária específica (33904) para o Fundo do Regime Geral de Previdência Social, onde estão contidas as dotações orçamentárias destinadas ao pagamento dos benefícios do RGPS. Esta unidade orçamentária está presente desde a Lei Orçamentária relativa ao exercício financeiro de 2001.

35. No Parecer sobre as Contas Gerais da República relativo ao exercício de 2011, o TCU apontou como ressalva a ausência de entidade contábil para o FRGPS, violando os preceitos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o referido Parecer:

‘(...) até o exercício de 2011, o FRGPS não foi totalmente estruturado conforme determina a legislação. Orçamentariamente, o fundo constitui-se em uma unidade com dotação própria, portanto em conformidade com a lei de criação. Todavia, financeira e patrimonialmente a estrutura não está totalmente de acordo com as normas vigentes.As receitas das contribuições sociais vinculadas à previdência social são contabilizadas como receitas do INSS.As despesas são executadas na unidade gestora da Coordenação-Geral de Orçamento, Finanças e Contabilidade do INSS (Código Siafi UG 510001) e os bens e direitos do fundo estão contabilmente registrados no ‘órgão’ INSS, em afronta à determinação da sua lei de criação. Em consequência disso, não existem demonstrativos financeiros e patrimoniais específicos do FRGPS. A partir do Siafi, não há possibilidade de se extrair demonstrativos contábeis dos sistemas para se efetuar análises das receitas e despesas conforme determinou a lei. Além disso, não é possível saber exatamente qual é o patrimônio do fundo sem solicitar informações exclusivas ao INSS, o que demanda a realização de um levantamento, a fim de separar os bens operacionais do órgão INSS daqueles pertencentes ao fundo.A explicação para tal situação deve-se à inexistência de uma entidade contábil específica (pelo menos no Siafi) para registrar as receitas, os ativos e os passivos e executar as despesas do RGPS, em descumprimento à legislação pertinente e ao princípio contábil da entidade, uma vez que a lei determina a clara distinção entre o INSS e o FRGPS, por meio da separação dos bens, valores e rendas, de acordo com o inciso I do § 1º do art. 68 da LRF."A falta de segregação entre os ativos e passivos, receitas e despesas do INSS e do FRGPS traz prejuízos à devida evidenciação do patrimônio respectivo de cada entidade e à gestão das despesas previdenciárias, além de impossibilitar a apresentação dos demonstrativos contábeis específicos para fins de análise financeira, especialmente os do fundo.’ (grifo nosso)";


Neste instante convém antes de continuar a transcrição dos pontos principais da questão, esclarecer  que:

a) Surge daí O CONFISCO DE 30% DA RECEITA ENTRANTE DO INSS PELA "DRU" para o atual Presidente Temer usar para as despesas correntes diversas  do Planalto , restando deste ponto em diante somente 70% das Contribuições Previdenciárias (BOM NÉ ?);
b)Quem lida com  recebimentos das Receitas é o INSS;
c)Quem paga os Aposentados e Trabalhadores em geral é agora o "RPS";
d)Existe outro Departamento Vip do andar de cima "RPPS" onde ninguém contribui e apenas sai dinheiro  para o "REGIME PÚBLICO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL" que também é responsável de políticos e suas aposentadorias vitalícias;
d)Neste ponto estamos numa total indefinição em relação ao ressarcimento dos imóveis e seus valores à "FGRPS", hoje "RPS"- REGIME DA PREVIDÊNCIA SOCIAL"

...................................................

"36. Em decorrência disso, foi proposta recomendação ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao Ministério da Fazenda, ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e ao Ministério da Previdência Social que elaborem uma política e estabeleçam procedimentos de contabilização para o Fundo do Regime Geral de Previdência Social, em consonância com o que dispõe o art. 250 da Constituição Federal, c/c o §1° do art. 68 e o inciso IV do art. 50 da Lei Complementar 101/2000. Além disso, foi recomendado ao INSS que elabore e encaminhe ao TCU um plano de ação com cronograma de implementação contábil específica para o FRGPS.

37. Na Prestação de Contas Gerais de Governo relativas ao exercício de 2012 (Relatório sobre Orçamentos e Atuação Governamental), na Parte VI – Providências adotadas sobre as recomendações do Tribunal de Contas da União – contas de 2011 (p. 633-636), foram elencadas algumas providências necessárias para o atendimento da recomendação, a maior parte ainda em andamento, tais como, a criação de uma estrutura organizacional própria para manter a execução orçamentária, financeira e contábil do FRGPS, atendendo ao princípio da segregação de funções (peças 10 e 11).
38. Dentre as providências já adotadas pela Secretaria do Tesouro Nacional, cabe mencionar (peças 10 e 11):

a) criação no Siafi do órgão FRGPS – 37904;

b) criação das unidades setoriais orçamentária, financeira e contábil;

c) criação de CNPJ do FRGPS (CNPJ 16.727.230/0001-97).

I.4. Orçamento Federal

39. Na Lei Orçamentária Anual de 2013 (Lei 12.798, de 4/4/2013), a implantação de agências do INSS está contemplada como ações orçamentárias específicas (2061.116V – Instalação de Unidades de Funcionamento do INSS) da unidade orçamentária INSS (33201). As dotações destinadas às instalações de unidades são sustentadas pelas fontes de recursos 100 (Recursos Ordinários do Tesouro Nacional) e 151 (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – Pessoa Jurídica). Estes recursos não integram o FRGPS, nos termos do art. 68 da Lei Complementar 101/2000.

40. Para o pagamento dos benefícios, por sua vez, há ações orçamentárias específicas integrantes do programa Previdência Social:

a) benefícios previdenciários urbanos (0E81);

b) benefícios previdenciários rurais (0E82).

41. As fontes de recursos para estas ações são 150 (Recursos próprios não financeiros), 151 (CSLL), 153 (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS), 154 (Contribuições Previdenciárias para o RGPS), 180 (Recursos próprios financeiros) e 188 (Remuneração das Disponibilidades do Tesouro Nacional). A Fonte 154 está legalmente vinculada ao FRGPS (art. 68, §1°, III, LRF) e as demais fazem parte da complementação da União.

I.5. Situação e Origem dos Bens Imóveis do INSS

42. O art. 68, §1°, inciso I, da Lei Complementar 101/2000 dispõe que os bens imóveis não operacionais do INSS integram o Fundo do Regime Geral de Previdência Social. O objeto da consulta diz respeito à permuta dos referidos imóveis por edificações a construir.

43. É de todo conveniente para a solução da questão descrever a situação da gestão dos imóveis pelo INSS, bem como a sua origem, conforme apurado em auditorias realizadas pelo TCU.

I.5.1. TC 004.168/2004-3

44. O Acórdão 1495/2004 – Plenário (TC 004.168/2004-3) versa sobre levantamento de auditoria realizada no INSS em atendimento ao art. 96 da Lei 10.707/2003 (Lei de Diretrizes Orçamentárias relativa ao exercício financeiro de 2004), com o objetivo de obter informações sobre a gestão dos ativos imobiliários da autarquia.

45. Nesta fiscalização, ficou constatado que o INSS não dispunha à época de dados atualizados que permitam à administração central sequer conhecer a real situação de todos os imóveis. Informações, tais como, se o imóvel está alugado ou cedido, o valor da locação, o prazo do contrato, a situação jurídica, ações judiciais, o estado do imóvel deveriam ser pesquisadas junto às Gerências-Executivas. Os sistemas informatizados também não atendiam satisfatoriamente e os dados ali consignados não eram fidedignos. Havia dúvidas acerca da propriedade de alguns dos imóveis do extinto INAMPS, atualmente em uso por unidades do SUS, se do INSS ou da União." 

Só para ilustrar melhor toda essa questão dou como exemplo do descalabro que vem ocorrendo em relação aos imóveis outrora pertencentes ao Grupo "Alfred" situados em Porto Alegre na esquina das Ruas Senhor dos Passos e Otávio Rocha que parte são usados pela Caixa Econômica Federal e o restante está as mãos dos Hotéis Tullip Inn com sócios secretos através dos sócios do "Grupo Brazil Hospility Group" que tem em São Paulo e Brasília reserva gratuita de 5 suítes para hospedar "Lula e sua Trupe"  . Essa sociedade segundo apurei é assim distribuída: BHG com 33% e FUNCEF com 67%.

Quem será o sócio secreto do BHG?

Por tudo isso volto a afirmar que ANTES DE QUALQUER REFORMA PRECISAMOS DE UMA AUDITORIA AGORA EM 2017 SOBRE OS IMÓVEIS EM QUESTÃO, bem como saber CADÊ OS IMOVEIS E SEUS VALORES ?

POR NELSON VALTER FETTER













- Gaúcho de Santo Ângelo;
- Autodidata em Elétrica, Eletrônica e Informática, Política e Assuntos Jurídicos;
- Testemunha ocular da história política de nosso País desde a época do governo militar até os dias de hoje; e
-Vendedor Viajante Aposentado-Mora atualmente em Porto Alegre.

Nota do Editor:

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

500 Anos da Reforma Protestante



1.1 INTRODUÇÃO

            Um pequeno resumo dos 500 anos da Reforma Protestante. Destacando-se o grande Martinho Lutero. No dia 31 de outubro de 2017 os protestantes em todo o mundo devem comemorar meio milênio de Reforma.Não faltarão discursos sobre a corrupção do clero no século XVI e o papel triunfal de Lutero como reformador. Para o historiador, contudo, a questão central sobre a Reforma não deve estar voltada para o que deve ou não ser comemorado, mas como podemos compreender o legado de um movimento que se tornou tão amplo, heterogêneo, multinacional e tão importante na definição do mundo moderno.

1.2 QUEM FOI MARTINHO LUTERO

Martinho Lutero, nascido em Eisleben, Alemanha, em 1483, foi um monge católico alemão pertencente à ordem dos agostinianos. A partir de 1515, Lutero começou a contestar sistematicamente algumas das principais concepções da Igreja Católica.

No de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero pregou uma proposta de reforma nas portas da igreja de Wittenberg, debatendo a doutrina e prática de indulgências. Esta proposta é popularmente conhecida como as 95 teses, que foram pregadas na porta da Igreja do Castelo ( HILLERBAND).

O conteúdo dessas teses dizia respeito ao tema das indulgências. Esse gesto de Lutero, que deu início à Reforma Protestante, mudou a história religiosa e política da Europa.

As 95 Teses de Martinho Lutero são o marco inicial da Reforma Protestante. A tradição luterana celebra Martinho Lutero (1483-1546) e as "95 Teses" que foram afixadas na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517, dando início ao movimento de renovação da Igreja Cristã. Convidar pessoas para debater "teses" era modo costumeiro de se anunciar "disputas" ou "justa teológica" entre os doutores na Europa medieval, envolvendo professores e estudantes, até mesmo os que não pudessem comparecer, poderiam responder às "disputas" (Teses) enviando suas opiniões por escrito para serem lidas.

Teses eram os "pontos a serem debatidos" em uma plenária de doutores (disputa e ato público) e Lutero tornou público as suas Teses – 95 pontos em que discordava da teologia católica – principalmente as controversas vendas de perdão ou indulgências, além das práticas e doutrinas somadas à corrupção de determinados setores do clero, visto como ameaças à credibilidade da fé e da Igreja.

1ª Tese
Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos...., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento;

2ª Tese 
E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes;

3ª Tese 
Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne;

4ª Tese 
Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna;

5ª Tese 
O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais;

6ª Tese 
O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada;

7ª Tese 
Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário;

8ª Tese 
Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos;


9ª Tese 

Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema; 



10ª Tese 

Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas; 



11ª Tese 
Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo; 


12ª Tese 
Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar; 

13ª Tese 
Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição; 

14ª Tese 
Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor; 

15ª Tese 
Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero;

16ª Tese 
Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza; 

17ª Tese
Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor;

18ª Tese
Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor;

19ª Tese 
Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto;


20ª Tese 
Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras "perdão plenário de todas as penas" que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas; 

21ª Tese
Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa; 

22ª Tese 
Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida;


23ª Tese
Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos;



24ª Tese 
Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas; 


25ª Tese
Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d'almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular;



26ª Tese 
O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão;

27ª Tese 
Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório;

28ª Tese
Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus;



29ª Tese 
E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal; 



30ª Tese 

Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados;



31ª Tese
Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram;

32ª Tese 
Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência;

33ª Tese 
Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus;



34ª Tese 
Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens; 



35ª Tese 

Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar; 


36ª Tese 
Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência; 



37ª Tese 

Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência; 


38ª Tese 
Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino; 

39ª Tese 
É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar; 

40ª Tese 
O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso; 

41ª Tese 
É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas; 

42ª Tese 
Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade; 

43ª Tese 
Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências; 

44ª Tese 
E que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena; 

45ª Tese 
Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus; 

46ª Tese 
Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências. 

47ª Tese 
Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada; 

48ª Tese 
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro; 

49ª Tese 
Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus; 

50ª Tese 
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas; 

51ª Tese 
Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro; 

52ª Tese 
Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor; 

53ª Tese 
São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas; 

54ª Tese 
Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia; 

55ª Tese 
A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades; 

56ª Tese 
Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo; 

57ª Tese 
Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam; 

58ª Tese 
Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior; 

59ª Tese 
São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época; 

60ª Tese 
Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo; 

61ª Tese 
Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta; 

62ª Tese 
O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus; 

63ª Tese 
Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos; 

64ª Tese 
Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros; 

65ª Tese 
Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados; 

66ª Tese 
Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens; 

67ª Tese 
As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos; 

68ª Tese 
Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz;

69ª Tese 
Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência; 

70ª Tese 
Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos; 

71ª Tese 
Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado; 

72ª Tese 
Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito; 

73ª Tese
Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente; 

74ª Tese 
Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir; 

75ª Tese 
Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente; 

76 ª Tese 
Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui; 

77ª Tese 
Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa; 

78ª Tese 
Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12; 

79ª Tese 
Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia;

80ª Tese 
Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento; 

81ª Tese 
Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos; 

82ª Tese 
Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima' caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?;

83ª Tese 
Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto' ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?;

84ª Tese 
Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga? ;

85ª Tese 
Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?; 

86ª Tese 
Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?;

87ª Tese 
Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?;

88ª Tese
Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito; 

89ª Tese 
Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?; 

90ª Tese 
Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos; 

91ª Tese 
Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido; 

92ª Tese 
Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz;

93ª Tese 
Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz; 

94ª Tese 
Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno; e 

95ª Tese 
E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas. 

1.3 DOUTRINA

Sua doutrina, salvação pela fé, foi considerada desafiadora pelo clero católico, pois abordava assuntos considerados até então pertencentes somente ao papado. Contudo, esta foi plenamente espalhada, e suas inúmeras formas de divulgação não caíram no esquecimento, ao contrário, suas ideias foram levadas adiante e a partir do século XVI, foram criadas as primeiras igrejas luteranas. 


Um de seus pontos mais importantes foi a luta do monge alemão, Martinho Lutero, para que todos tivessem acesso à leitura da Bíblia, sem a necessidade de intermediários. Lutero traduziu texto bíblico para o alemão, e com a invenção da impressa por Johannes Gutenberg abriu-se a oportunidade de maior disponibilização da Bíblia. Essa possibilidade levou muitas pessoas a buscarem a alfabetização, o que transformou o panorama da Europa e, na sequência, do mundo. E essa boa-nova chegou até nós por meio dessas mudanças.

1.4 O DIA DA REFORMA
O dia da reforma. ARAGÃO cita que o "dia da Reforma Protestante (em alemãoReformationstag) é celebrado pelos Luteranos e outras igrejas cristãs que tiveram como origem, mesmo que distante, a Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero, no dia 31 de Outubro de 1517".

A princípio não foi um ato de provocação ou desafio. A Igreja do Castelo estava na rua principal de Wittenberg, e a porta da igreja funcionava como um quadro de avisos públicos e, portanto, o lugar lógico para colocar as notícias importantes. Além disso, estas teses foram escritas em latim, a língua da Igreja, e não em seu vernáculo alemão. No entanto, o caso gerou uma dura controvérsia entre Lutero e os aliados do Papa sobre uma variedade de doutrinas e práticas. Quando Lutero e seus seguidores foram excomungados em 1520, nasceu a tradição luterana

Para a igreja Luterana, o Dia da Reforma é um feriado menor e é oficialmente definido como o Festival da Reforma. Até o século XX as igrejas luteranas celebravam o Dia da Reforma em 31 de outubro, não importasse o dia da semana. Hoje a maioria das igrejas protestantes mudas sua celebração para que caia no domingo, e às vezes deslocam a data para ser celebrada no dia de Todos os Santos, em 1º de novembro, preservando assim muito das tradições católicas. A exceção neste sentido são os sabatistas, que costumam celebrar a data rigorosamente no dia 31, ou deslocar as celebrações para o sábado.

1.5 BIBLIOGRAFIA:

1. http://www.monergismo.com/
2. ARAGÃO, Jarbas. «Hoje é o Dia da Reforma Protestante; conheça as 95 teses de Lutero». Conexão Notícias
3.HILLERBAND, Hans J. "Martin Luther: Indulgences and salvation," Encyclopædia Britannica, 2007.
4. «BBC Religion & Ethics - In Pictures: Martin Luther, Wittenberg and the Reformation». Bbc.co.uk. 1º de Janeiro de 1970. Consultado em 31 de Outubro de 2013.


Por JORGE LUÍS DA SILVA RAMOS



-Graduação em Teologia 
E-mail:pr.jorgeramos@hotmail.com

Nota do Editor:

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