sábado, 20 de fevereiro de 2016

A (des) educação do Brasil




Ao julgar a densidade do estudo de valores da educação sempre pergunto a mim mesmo sobre a referência de que resulta a tal faculdade assimilativa [a educação]. Acha-se essa, afinal, inserida numa lídima devoção à intelectualidade – isto é, ao “gênio diletante” encampado pelo venerável Immanuel Kant na crítica que ele fez à virtude antropológica do juízo – ou, em vez disso, em uma experiência pura e simplesmente baseada na equiparação de professores a alunos, aí incluída a gradativa abdicação da autoridade magistral, conforme propõe Paulo Freire? 

Infelizmente, é comum que as discussões inspiradas por objetos desta magnitude tendam ao infinito e, destarte, descambem para contradições. Não obstante os fundados maus agouros, as discussões são sempre producentes.

(...) é, pois, essa a razão de eu ter oferecido a analogia entre os supracitados corifeus do âmbito pedagógico. De um lado, o de Kant, apresenta-se um valor reputado por princípio de instrução metafísica, que é o da excelência da liberdade humana no sentido da consecução da autonomia; de outro, o de Freire, lê-se a argumentação de que as tradições pedagógicas representam forças compulsivas e alienadoras que, por suas próprias potencialidades, instrumentalizam todos aqueles que delas aproveitam. 

Cada qual dos pedagogos tem as suas razões. O francês, primeiramente, por atribuir à educação o conteúdo informativo da vetusta práxis grega (ou seja, a transcendentalidade da autorreferência humana); o brasileiro, a seu turno, por reconhecer tanto a obviedade da capitalização da educação como a instrumentalização daqueles que são educados. Todavia, tais fatos sociais não incutem na realidade as impressões esmiuçadas pelo pensador. Ao contrário, [esses mesmos fatos sociais (acima)] concorrem para sublimar os homens componentes do núcleo social local, de modo que o convívio estabeleça a renovação do Mercado vernáculo. Quando o mercado prospera, o País triunfa.


Por JOSÉ GOMES VASCONCELOS DE OLIVEIRA







-Graduado em Língua Inglesa na Universidade de Cambridge (2010);
-Graduando em Direito na Universidade Católica de Pernambuco.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Obsessão pelo poder








O que a ganância por dinheiro pode causar à uma sociedade.

Obsessão: é o comportamento de importunar ou perseguir alguém ou alguma coisa com muita insistência.

Assim se comportam os políticos em relação ao poder e os corruptos em relação as chances de tirarem vantagens financeiras de tudo.

Contratos fraudulentos que encham de dinheiro seus bolsos e das pessoas que os cercam já é uma ideia fixa, um comportamento esperado e anunciado por esta camada de governantes que assolam a administração brasileira, desde os municípios até o Palácio do Planalto.

A obsessão pelo dinheiro em conjunto com a impunidade que o poder lhes oferece, não permite que as cabeças doentes deixem seus cargos públicos e uma vez doente, a capacidade de administração se distancia.

Portanto, se a ganância os comanda, então não há a mínima possibilidade de organizar as contas públicas para devolver em forma de benefícios, o dinheiro dos impostos ao contribuinte e o que acontece com a população diante do quadro catastrófico que eles proporcionam, não lhes diz respeito.

Com o chamado ‘saco da ganância’ ainda incompleto, percebemos, cada dia mais, os resultados das negociatas feitas na saúde, educação, segurança, trabalho, transportes… Tudo se torna motivo para que essas mentes defeituosas tentem encher suas sacolas, sem fundo, com a nossa dignidade, resultado de nossa labuta.

Remorso de atitudes condenáveis pelas Leis vigentes, não existe, muito pelo contrário, eles insistem em dizer que o Brasil diminuiu o número de pessoas miseráveis, as tais que recebem a conhecida Bolsa Família, que mal dá para comprar comida, mas que garante as urnas cheias nas eleições seguintes.

A ansiedade pelo poder, que lhes proporciona o caminho do dinheiro fácil e rápido, levam os corruptos e corruptores a mentirem, enganarem, trapacearem e esquecerem que as consequências de seus atos afetarão de forma direta, toda a sociedade.

Portanto, enquanto psicopatas estiverem governando o Brasil e outros doentes no comando das maiores empresas que se instalaram no pais estiverem pagando propinas para receberem as vantagens que desejam, o Brasil nunca conseguirá deixar a condição de segundo mundo e os brasileiros permanecerão morrendo a míngua.

Nós somos o remédio para essas doenças de nosso governo. Dia 13 vá às ruas armados de amor à Pátria para tirar esses obcecados pelo poder.

Por MÔNICA FORMIGONI












-Radialista e Jornalista;
-Brasileira, apaixonada pela pátria e lutando por um País livre e grande, como o povo merece.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Na Caxias do Sul




A Cidade Caxias do Sul 
la Città Caxias do Sul

Tendo como primeiros ocupantes os índios e era percorrida por tropeiros, a localidade onde situa-se Caxias do Sul era primeiramente chamada de Campo dos Bugres.  1875 foi um ano muito importante para a localidade, chegavam os primeiros imigrantes italianos que vinham em busca de um lugar melhor para viver. Já em 1877 o local passa a se chamar Colônia de Caxias. 13 anos após é criada e fundada o município de Caxias do Sul, a qual levou o nome de cidade somente em 1910, ano que chegava então o primeiro trem que ligava a capital Porto Alegre à região de Caxias do Sul. Durante os séculos que se passaram a cidade teve grandes evoluções econômicas, começando pelo cultivo da uva e da fabricação do vinho. Ao passar dos anos, outras etnias foram se juntando aos italianos, onde ocorreram a miscigenação e a aculturação, que ao lado da cultura itálica convive a tradição gaúcha. Hoje a cidade leva três títulos, sendo a Capital do Planalto, Metrópole do Vinho e Pérola das Colônias, além disso, 3 cidades emanciparam-se das terras de Caxias: Flores da Cunha, Farroupilha e São Marcos.




Pontos de Turismo
Luoghi Turistici

Casa da Pedra
Casa da Pedra: construída no século XIX, feita de barro e pedras apresenta dois pisos, em 1975 foi transformada em Museu, no seu interior apresenta ferramentas e objetos de fazeres utilizados pelos imigrantes italianos.

Monumento Nacional 
ao Imigrante
Monumento Nacional ao Imigrante: criação do escultor Antonio Carangi, a obra foi inaugurada pelo Presidente Getúlio Vargas em 1954 durante a Festa da Uva. Escultura de bronze, representa a luta e o heroísmo dos imigrantes italianos que deixaram suas terras para irem morar em Caxias. Junto a escultura encontramos o Museu do Imigrante.

Igreja São Pelegrino
Igreja São Pelegrino: a devoção a São Pelegrino tem a ver com os primórdios da imigração italiana. Em 1879 a família Sartori chegava ao antigo "Campo dos Bugres" trazendo a imagem do Santo, a qual vinha da cidade de Treviso na Itália. A Igreja então foi construída em 1953 e foi concedida o nome de Paróquia São Pelegrino. 


Esportes 
Sportivo

Escudos: S. E. R. Caxias do Sul
 e E. C. Juventude
A cidade apresenta alguns clubes de futebol de longa tradição. São eles: Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul, a qual foi campeã gaúcha em 2000, e o Esporte Clube Juventude, o qual foi campeão gaúcho em 1998 e campeão da Copa do Brasil em 1999. O esporte de Caxias do Sul revelou alguns nomes conhecidos hoje nacionalmente e internacionalmente, como: técnico Felipão e o técnico Tite.


Festa da Uva 2016
Festa dell'Uva 2016

Vista parcial da réplica da
antiga colônia de Caxias do Sul
Evento de maior importância na região que tem como objetivo reavivar as tradições italianas e locais da cidade. Durantes os 15 dias de festivo, diversas estandes são criadas no Parque de Exposições, onde produtores do local apresentam diversos produtos agrícolas da região dando destaque para a uva. Vários eventos musicais já foram confirmados, como o Grupo Revelação, Chitãozinho e Xororó, Fábio Jr., Sandy, Anitta, Michel Teló, Chrystian e Ralf, Victor e Leo e vários outros. Caso você queira mais informações do evento, acesse o Site e confira a programação completa (http://migre.me/t0VRO).





Por FERNANDO BERVIAN
- Administrador do Blog do Bervian;
- Gaúcho de Ivoti/RS;
- Ensino Médio Completo;e
- Futuro Jornalista ou Professor de Geografia.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Planos de saúde e as negativas de tratamento





Primeiramente, é de suma importância destacar que a relação jurídica entre paciente e as operadoras de Planos de Saúde é de consumo, de forma que há a imposição da aplicabilidade das normas descritas no Código de Defesa do Consumidor. 

Nessa esteira, nos dias atuais, infelizmente, tornou-se freqüente a negativa de cobertura de procedimentos ou tratamentos médicos por parte das operadoras de Planos de Saúde, sob a simples alegação de que não estão expressamente previstos no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde - ANS e que referido rol seria taxativo, ou seja, não abre margem à concessão de outros procedimentos. 

Entretanto, o Poder Judiciário vêm buscando eliminar referida alegação, haja vista que há inúmeras decisões no sentido de que o rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde não é taxativo e que simplesmente aponta o mínimo de cobertura a ser garantida aos usuários/consumidores, não dispensando o dever de proporcionar a assistência médico hospitalar quando imprescindível. 

Assim, colaborando com o acima exposto, o artigo 51, inciso IV, do Código de Defesa do Consumidor, dispõe que são nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade. 

Aliás, no §1º, inciso II, do supramencionado dispositivo legal, presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que: 

II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual; (sem grifo no original). (sem grifo no original)

Logo, se o plano é destinado a cobrir despesas relativas aos tratamentos ou procedimentos médicos, o que o contrato pode dispor é acerca das patologias garantidas pela cobertura, não sobre o tipo de tratamento para cada patologia alcançada pelo contrato. 

Portanto, caso assim não o fosse, estar-se-ia dando plena autorização para que as Operadoras de Planos de Saúde substituíssem os profissionais médicos na escolha da terapia adequada de acordo com o plano de cobertura do paciente. E tal fato é completamente inaceitável com o sistema de assistência à saúde, visto que o médico é quem possui o conhecimento técnico e não pode ser proibido de escolher a alternativa que melhor se adeque à cura do paciente. 

Ademais, é pacífico o entendimento do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Tribunais Estaduais, no sentido de que as Operadoras de Planos de Saúde somente podem determinar quais patologias serão garantidas pelas coberturas, mas não estão autorizadas a estipular qual tratamento deveria ser utilizado, sob pena de estarem obstruindo a competência técnica do profissional médico que acompanhou o paciente. 

A propósito, vejamos os seguintes julgados: 

APELAÇÃO CÍVEL. PLANO DE SAÚDE. CIRURGIA PARA CORREÇÃO DE MIOPIA. NEGATIVA DE AUTORIZAÇÃO PELO FATO DE O AUTOR NÃO POSSUIR O GRAU INDICADO PELA ANS. INEXISTÊNCIA DE EXCLUSÃO DE COBERTURA NO CONTRATO. INDICAÇÃO MÉDICA. COBERTURA DEVIDA. SENTENÇA MANTIDA. Cabe ao médico fazer a indicação de que modalidade de cirurgia é mais apropriada ao seu paciente e não ao plano de saúde. O demandante demonstrou tanto que o procedimento não está excluído da cobertura do plano de saúde, bem como a necessidade de se submeter ao procedimento pleiteado, diante da impossibilidade de utilização de lentes de contato. APELO DESPROVIDO. (Apelação Cível Nº 70047669932, Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Romeu Marques Ribeiro Filho, Julgado em 11/04/2012). (sem grifo no original). 

RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. SERVIÇO DE HOME CARE. COBERTURA PELO PLANO DE SAÚDE. DANO MORAL. 1 - Polêmica em torna da cobertura por plano de saúde do serviço de "home care" para paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica. 2 - O serviço de "home care" (tratamento domiciliar) constitui desdobramento do tratamento hospitalar contratualmente previsto que não pode ser limitado pela operadora do plano de saúde. 3- Na dúvida, a interpretação das cláusulas dos contratos de adesão deve ser feita da forma mais favorável ao consumidor . Inteligência do enunciado normativo do art. 47 do CDC. Doutrina e jurisprudência do STJ acerca do tema. 4- Ressalva no sentido de que, nos contratos de plano de saúde sem contratação específica, o serviço de internação domiciliar (home care) pode ser utilizado em substituição à internação hospitalar, desde que observados certos requisitos como a indicação do médico assistente, a concordância do paciente e a não afetação do equilíbrio contratual nas hipóteses em que o custo do atendimento domiciliar por dia supera o custo diário em hospital. 5 - Dano moral reconhecido pelas instâncias de origem. Súmula 07/STJ. 6 - RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (STJ, Relator: Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, Data de Julgamento: 26/05/2015, T3 - TERCEIRA TURMA) (sem grifo no original). 

Outrossim, em casos de negativa de cobertura pelas Operadoras de Planos de Saúde em situações graves e emergenciais, em que há evidentes sentimentos de angústia, aflição, dor e até desespero, tem-se visto o deferimento de indenizações por danos morais. 

Acerca do exposto, o Superior Tribunal de Justiça, já se manifestou: 
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. CIVIL. PLANO DE SAÚDE. DOENÇA RENAL. PERÍODO DE CARÊNCIA. SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA. RECUSA DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. DANO MORAL. CONFIGURAÇÃO. VALOR ARBITRADO. RAZOABILIDADE. 1. É lícita a cláusula de plano de saúde que prevê período de carência, salvo para os procedimentos urgentes e tratamentos de natureza emergencial, visto que o valor "vida humana" sobrepõe-se a qualquer outro interesse de índole patrimonial. 2. A recusa indevida de cobertura médico-assistencial pela operadora de plano de saúde às situações de emergência gera dano moral, porquanto agrava o sofrimento psíquico do usuário, já combalido pelas condições precárias de saúde, não constituindo mero dissabor, ínsito às hipóteses correntes de inadimplemento contratual. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1301763/DF, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 15/10/2015, DJe 23/10/2015). (sem grifo no original). 

Desta feita, todas as Operadoras de Planos de Saúde estão obrigadas à disponibilizar os procedimentos previstos no rol da ANS, contudo, tal determinação não significa que os procedimentos e tratamentos médicos ali descritos são taxativos. Referido rol serve apenas para indicar a cobertura mínima básica a ser adotada, o que não elide a obrigação das Operadoras de garantir assistência ao paciente quando for imprescindível e em caráter de urgência ou emergencial.

Por RÔMULO GUSTAVO DE MORAES OVANDO

 

- Sócio fundador  do Escritório Jurídico Ovando & Varrasquim Advogados;
-Graduado em Ciências Jurídicas pela Universidade Católica Dom Bosco (2012); (2012);
-Pós graduado em :
  -Direito do Trabalho e do Processo do Trabalho pela Faculdade de Direito Damásio de Jesus - Unidade Campo Grande, MS(2014);
 - Direito Civil e Direito Processual Civil pela Escola Paulista de Direito (2015);
-Pós graduando em Direito Médico e Hospitalar 
pela Escola Paulista de Direito(término em 2016)
 -Advogado atuando principalmente nas áreas do Direito Civil Direito do Trabalho e Direito da SaúdeOvando & Varrasquim Advogados
Rua Treze de Maio, 3181- Sala 08- Centro- Campo Grande - MS
Tel: 67 3382 0663/ 67 8199 9659
Site:http://www.ovandoadvocacia.jud.adv.br
Facebook:http://www.facebook.com/ovandoadvocacia e
Twitter: @romuloovando

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Advocacia Criminal, obrigado por você existir!!





Ainda quando estudante universitário, jamais passara por minha cabeça que um dia me tornaria um advogado criminalista, face a minha, até então, maior intimidade com o Direito Civil e suas correlações.

Todavia, pus me aos prantos quando descobri que tudo que aprendi na faculdade não era nada mais do que contos de fadas, já que a realidade prática é muita mais tenebrosa.

Sim, ao me deparar com a enormidade do “jus puniendi” estatal, muitas vezes desleal e sem qualquer tipo de respeito aos Direitos Humanos, especialmente em face dos menos abastados, nasceu em mim uma coragem até então adormecida. Não seria e jamais serei conivente com qualquer tipo de desrespeito aos direitos e liberdade individuais.

Dali em diante a advocacia criminal me imantou. É como se eu tivesse nascido novamente, pois, apesar de incompreendida, ela é, dentre as diversas áreas de atuação de um advogado, a mais nobre. 

O advogado criminalista não está ali defendendo apenas os direitos de seus clientes, mas o de todos, já que o injustiçado de amanhã poderá ser qualquer um de nós. Defendemos os direitos de terceiros como se fossem os nossos.

Sempre declaro que me fui convocado a defender o réu, nunca o crime, porquanto todo e qualquer ilícito penal deve ser repreendido, e aquele que o pratica, deve ser condenando, desde que, evidentemente, lhe sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa como fim de evitarmos que a lei seja maculada pelo Estado e assim tenhamos um inocente condenado. Mesmo nos casos perdidos, quando há condenação, buscamos que seja feita justiça e nunca vingança.

Prisões conheço aos montes. Truculência policial para mim é mato. Já fui preso, injuriado e caluniado, mas nem isso me fez esmorecer, especialmente quando estou advogado, afinal, ainda não nasceu policial militar, delegado, promotor e juiz que possam me intimidar. Antes de tudo, me faço respeitar.

O aprendizado é diário. Reflexões costumeiras. O crescimento humanístico gigantesco. Busco sempre a verdade real, para que a consciência não seja açodada pelo badalo do erro, dado que é preferível absolver mil culpados do que condenar um inocente.

Críticas são normais, já que muitos não entendem e põem-se a dizer: como podes defender um bandido? Sempre retruco dizendo que, antes de qualquer epiteto que lhe seja dado, ele é um ser humano, e como tal deve ser respeitado e seus direitos protegidos, uma vez que ao defender os direito dele, indiretamente estarei defendendo o seu.

ISTO É A ADVOCACIA CRIMINALISTA, e me orgulho dela.

Por TADEU JOSÉ DE SÁ NASCIMENTO JÚNIOR



-Advogado e escritor;
-Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil;
-Estudioso em Direito Penal e Processual Penal e
- Autor de artigos jurídicos publicados em sites especializados

E-mail: tadeusajunior@gmail.com
Twitter:@tadeusajunior
Mora em Pinheiros-ES

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Pensamentos impactam os desejos!




Toda vez que eu tenho algum desejo é porque um lado meu quer se expandir, se experimentar e isso é natural do ser humano.O desejo é algo saudável porque leva para expansão, criatividade e prazer. Ao mesmo tempo, pode ser que eu tenha um outro lado meu que resiste, que tem medo, que não deseja aquilo por algum motivo.

Instalado o conflito de forças. Uma vai numa direção, outra vai para a direção oposta.

Digamos que eu queira um namorado ou namorada. O meu lado que quer se expandir, se entregar, sentir prazer e amor é o lado saudável. Mas digamos que um lado meu subconsciente, tenha medo, ou não acredite que eu seja interessante o suficiente, ou bonita o suficiente, ou inteligente o suficiente ou tudo isso junto.

Se esses dois lados estão ativos, haverá um conflito, uma tensão, uma confusão sobre esse assunto. Um mal estar, incômodo ou até um desespero quando eu pensar nisso. Vai existir um espaço entre mim e o que eu quero. As emoções representam esse espaço.

Se eu estou alinhada com aquilo que eu quero, ou seja, se os meus pensamentos estão “de acordo” com meu desejo, minhas emoções são positivas. Seria o caso de eu me sentir bem o suficiente para atrair e buscar um parceiro (a) com tranqüilidade e confiança.

Se meus pensamentos estão distantes em “desacordo” com o que eu desejo, as emoções são negativas. Se meus pensamentos são contrários, do tipo já citado “sou feia, sou sem graça, não mereço”, eu sentirei medo, angustia, pressa, ansiedade, frustração etc. Então as emoções são indicadoras confiáveis que nos mostram se estamos nos aproximando ou distanciando daquilo que queremos.

(Outro assunto, para o futuro é a dificuldade de sentir. Muitas pessoas apertaram o “botão da anestesia emocional” para não sentirem dor e o que acontece é que não sentem nem dor nem alegria. Mas este é outro assunto.)

Se você tem algum contato com suas emoções, saiba que elas ajudam a reajustar pensamentos e redirecioná-lo para onde você quer ir. Sempre que você sai do trilho, suas emoções te ajudam a mostrar que algo está errado e que você deve voltar a atenção para o seu desejo, ajustando seus pensamentos. Outros exemplos:

Desejo: Quero ganhar mais dinheiro. (vontade saudável: quero ter mais recursos e possibilidades de vivenciar experiências). Pensamento associado subconsciente: “mas dinheiro só traz problemas” ou/e, “mas as pessoas terão inveja”, ou/e “não me acho capaz de gerar mais dinheiro”. Emoções: medo, angústia, frustração, raiva. Comportamento: com esse conflito interno, não conseguimos nos direcionar com tranqüilidade para maior quantidade de dinheiro, não percebemos ou não geramos oportunidades que nos levarão a receber maior volume de dinheiro. Nosso comportamento é de desistência, apatia, falsa aceitação.

Outro exemplo:

Desejo: Quero mudar de trabalho (vontade saudável: quero mais prazer, mais reconhecimento, mais troca, mais contribuição). Pensamentos: “ trabalho é isso mesmo, um sofrimento”, e/ou “sofrer é normal” e/ou “nunca vou encontrar nada melhor” e/ou “pelo menos eu tenho alguma coisa” e/ou “impossível ganhar mais e ainda gostar do trabalho” etc. Emoções: medo, frustração,desespero. Comportamento: ficar no mesmo emprego. Não procurar outro trabalho, ou procurar, mas sem nenhuma real confiança de que eu posso encontrar algo melhor. E como lidamos com esse conflito interno?

O primeira “instância” a ser atacada, é a dos pensamentos. É importante você saber o que está pensamento “lá no fundo” sobre o seu desejo. Existe alguma voz contrária a ele? Quais são? Escreva todas. Veja o que aparece.

Depois que você fizer essa identificação, deve questionar, deve refutar, deve encontrar um lugar generoso, honesto e objetivo dentro de si mesmo.

Exemplo: É verdade que dinheiro só traz problemas? Será que a falta de dinheiro não traz muito mais problemas? Será que as pessoas terão tanta inveja? Mas será que eu não vou conseguir lidar com isso? Será que não sou capaz de gerar mais dinheiro? Por que não seria? Eu tenho alguma limitação? Tenho mesmo?

Será que não mereço? Porque não mereceria? (Essa parte é um trabalho sério, importante, delicado, porque confronta crenças muito antigas que foram formadas na infância).

Depois ainda podemos encontrar outros pensamentos novos e saudáveis que se direcionam para o amor, aceitação, merecimento, autoestima.

Ex: “O dinheiro possibilita muitas oportunidades, com ele posso fazer tantas coisas interessantes, posso até ser mais generosa, posso comprar mais coisas, ter mais conforto e tudo bem. Não é errado eu querer viajar mais, ter uma casa própria, ou uma casa maior, ou um carro mais moderno. Nada de errado com isso.” (Esses novos pensamentos têm um tempo de maturação. De um nível intelectual, eles precisam ir gradualmente sendo incorporados).

Sobre o trabalho: eu tenho tanto a contribuir, quero sentir-me mais integrada ao mundo, quero sentir que tenho um lugar singular onde trabalho, quero me sentir bem, gostando do que eu faço, num ambiente gostoso.

Às vezes só de mudar a nossa postura, conseguimos mudar o ambiente à nossa volta. Se vamos procurar outro trabalho sem fazer o trabalho interno podemos acabar caindo na mesma armadilha e criar as mesmas condições que as anteriores. Ainda sobre o desejo é voltado para aquilo que queremos, mas também temos um desejo de fugir de algumas coisas e isso faz diferença no resultado final. Exemplo: Eu quero um namorado porque quero me relacionar, amar e ser amada, compartilhar minha vida? Ou quero um namorado porque preciso urgentemente fugir desse vazio em que me encontro?

Esse poderá ser o tema para meu próximo texto. Quem gostou, comente, sugira, escreva.

Por GRAZIELA BERGAMINI

 

-Psicóloga (CRP 63276-7) 
-Graduada pela PUC -Campinas; 
-Participou de Cursos de Extensão em :
   -Harvard"Human Emotions"
    -Lesley University "Family Counselling"nos EUA; 
-Formação em Coordenação de Grupos pela SBDG;
-Facilitadora de Grupos de Pathwork(Eva Pierrakos)
-Formada em Professional Coaching ppela SLAC com cerificado internacional e
Autora do livro "Viagens de uma Psicóloga em crise" 

Graziela Ramos de Souza Bergamini
Psicoterapia, orientação vocacional,
cursos online, terapia de casal,
orientação psicológica via skype
suporte psicológico para empresas
Site: www.grazielabergamini.com.br
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