©️2026 Edina Costa da Silva
Cada vez mais, as pessoas vivem no automático, sem perceber o que acontece ao redor e, principalmente, dentro de si. Sentir virou exagero, se proteger virou frieza. Tudo foi banalizado.
Nesse cenário, cresce um sofrimento raso. A gente se esforça para mostrar ao outro que está bem, mas por dentro está desmoronando. Criamos uma fachada de equilíbrio, mas na verdade estamos à beira de um colapso. A sociedade prefere a aparência de estabilidade à verdade emocional, e isso sufoca qualquer profundidade nas relações.
E tem mais: quantas pessoas vivem em busca da validação e do amor do outro, se sujeitando a relações tóxicas e normalizando tudo? Como se fosse normal viver sempre à beira do colapso, sempre em função do outro e nunca de si. Essa dependência corrói a identidade e transforma o sofrimento em rotina.
O sentir foi reduzido a exagero, e o cuidado consigo mesmo virou indiferença. Mas vulnerabilidade é coragem, e estabelecer limites é autopreservação. Reconhecer o abismo entre o que mostramos e o que sentimos é urgente.
O desafio é romper com esse piloto automático e recuperar a consciência. Parar, observar, sentir. Só assim deixamos de ser reféns da máscara e resgatamos a autenticidade que nos conecta de verdade.
E diante de tudo isso, fica a pergunta: o que
estamos dispostos a fazer para mudar essa realidade?
EDINA COSTA DA SILVA
- Graduada em Psicologia Clinica pelo Centro Universitário FMU (2018);
- Pós - graduada em Saúde Pública com Ênfase em Saúde da Família - Unicsul ( 2026);
- Vivência em Plantão Psicossocial na Abordagem Psicanalítica e Junguiana; e
- Atendimento Clínico Individual e Atendimento Infantil.
Nota do Editor:
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