1. A política da canalhice
Não é preciso saber quantos dedos uma pessoa tem nas mãos para sentir o cheiro de esgoto que dela emana quando fala asneiras ou age de modo criminoso.
Não é preciso ser poderoso para perceber a podre safadeza daqueles da classe dominante, que estão levando o Brasil para o abismo.
Não é preciso ser estudado para saber o quanto um professor faz lavagem cerebral com seus alunos e os deseduca, ao doutriná-los segundo alguma cartilha escrita por autor psicótico, especializado em transformar seus discípulos em robôs sem capacidade analítica, para obedecerem a qualquer ordem que “o mestre mandar”.
Não é preciso ser um crítico de arte para saber distinguir a diferença entre a obra de um artista e o que ele faz que não seja arte.
Não é preciso ser jornalista ou repórter para perceber quando um deles vomita narrativas e comentários falsos, dolosamente repletos de viés ideológico ou partidário.
Não é preciso ser um grande empresário para ver como alguns deles desrespeitam a ética e as leis para sempre estar ao lado dos donos do poder, fazendo da corrupção um modo de vida e de enriquecimento.
Não é preciso ser um magistrado para entender e identificar quais, dentre eles, são canalhas o suficiente para atuar com viés ideológico ou partidário, ou, ainda pior, usar os tribunais como um balcão de negócios.
Não é preciso ser contabilista ou economista para entender a perversidade de um sistema fiscal e tributário arquitetado por demônios, destinado a controlar com sadismo a vida privada dos cidadãos de bem, para deles extrair tudo, transformando-os em submissos pedintes, reféns das exigências de canalhas para conseguir um prato de comida.
Não é preciso ser um político para praticar a política.
Qualquer pessoa, com qualquer profissão, que usa sua sagacidade para o mal com o objetivo de amealhar poder, fama e riqueza, está praticando política suja para ter benefícios próprios, roubando o Estado.
Em sua essência os políticos deveriam ser apenas os membros do Poder Legislativo, ao negociar para fazer e desfazer leis, em função das necessidades da sociedade. Política praticada por membros do Poder Judiciário, renegando todos os princípios que alicerçam o Direito, envergonha e enxovalha a Justiça. Política praticada pelo Poder Executivo, na maioria das vezes é desmedida prevaricação.
Há membros dos poderes Judiciário e Executivo que praticam política, mas ao invés de usá-la para executar as tarefas que garantam presente e futuro dignos de uma nação, eles destroem as bases e as estruturas da sociedade, estratégia que conduz um país ao caos.
Fazer política, por si só, não é algo ruim ou pejorativo, pois entre aqueles que o fazem, há pessoas irrepreensíveis, honestas, capazes. Mas entre os políticos também há quem é desonesto, quem não têm vergonha na cara, quem tem o mal correndo nas veias e canalhice no DNA.
Dentre esses últimos, apenas poucos podem ser considerados com alguma compaixão, aqueles que agem movidos pela ignorância. Mas são espécimes muito raros, em extinção ou talvez já extintos.
Os que não têm o atenuante da ignorância têm conhecimento sólido do mal que fazem. Devem ser execrados, condenados, receber severas punições. No mínimo a prisão perpétua. Comprometer o presente e o futuro da população honesta é crime mais do que hediondo.
Para muitos desses canalhas a pena de morte ainda seria uma punição muito branda. São bandidos que não têm vergonha na cara, qualquer que seja sua profissão, tipo, raça, credo, cor, origem, ideologia ou convicção política.
Não são seres humanos, são canalhas na mais pejorativa e explícita acepção dessa palavra. São desumanos, sua perversidade não conhece limites. Apesar do esforço que fazem para parecer “gente normal”, pessoas dessa laia são, na verdade, parceiros inseparáveis de Lúcifer.
Daqui em diante a palavra "político" será referência a todos esses canalhas, e não somente àqueles que vivem da política.
2. Os familiares de canalhas
Quando eu era muito jovem, ainda criança, imaginava que as pessoas más, ao envelhecerem e se sentirem mais próximas do inevitável peso da morte, se arrependiam das maldades que praticaram na vida. Essa linha de pensamento deve ter sido originada por minha formação católica, que há muito tempo abandonei e troquei pelo agnosticismo.
Eu havia sido doutrinado com narrativas como a do bom ladrão, que em seus últimos momentos se arrependeu do mal que fez, e recebeu o perdão de Jesus. Na ingenuidade de minha mente infantil, criei um utópico enredo no qual eu associava esse tipo de arrependimento às pessoas de idade.
Mas, com o passar do tempo, observando os políticos, descobri que isso não era verdade. Até hoje, com mais de 70 anos de idade, não tenho conhecimento de nenhum político bandido que tenha se arrependido. Nem na velhice nem antes dela. Talvez nem depois de morto.
Muitos deles já nascem com a cara lavada de qualquer vergonha, e assim são até seu último suspiro. Uma vida inteira dedicada à sem-vergonhice, ao roubo, à perversão, à corrupção. Ao mal.
Em certo momento comecei a pensar nos parentes próximos desse tipo de político, tais como irmãos, primos, tios, cunhados, noras, pais, esposas e filhos. E perguntas foram aflorando em minha mente, das quais selecionei algumas, que listo a seguir.
O que o filho criança de um corrupto faz se precisa preencher uma ficha e dizer qual é a profissão do pai (ou da mãe)? Será que ele preenche os espaços em branco com "Corrupto" ou "Corruptor" ou "Bandido" ou "Canalha"? Ou alguma outra "profissão" similar?
O que sente essa criança ao saber do mal que o pai (ou qualquer outro parente) faz para fazer sofrer pessoas inocentes, no seu afã de prevaricar, roubar, ou até, talvez, matar?
Como é possível uma criança ter orgulho dos pais se eles são bandidos? Ela sofre bullying por causa disso? Ela sente vergonha? Ela tem danos psicológicos por causa disso?
Ou ela é tão doutrinada que em sua inocente e destruída cabecinha ser corrupto é uma virtude?
O que será dessa criança quando se tornar um adulto? O que ela escolherá entre seguir o caminho do bem, afastando-se de pais bandidos, ou seguir os passos de seus ascendentes?
Canalhice, bandidagem e maldade são distúrbios hereditários?
Raciocínios similares se aplicam também às esposas, maridos, pais, mães, sobrinhos, primos e outros tantos parentes próximos de canalhas.
É óbvio que essa proximidade é um peso, uma "responsabilidade" gigantesca, que exemplifico a seguir, usando como referência os filhos de um canalha.
Se o filho não for um canalha, se não tiver índole de canalha, ele terá sobre suas costas o peso de um sobrenome "maldito". Talvez precise mudar de nome para fugir da triste realidade que o destino lhe impôs. Talvez se auto exile, para tentar ser um desconhecido em algum fim de mundo.
Se, por outro lado, o filho de um canalha tiver o "vírus" da canalhice, as coisas se darão tal como diz o ditado popular: “Filho de peixe, peixinho é”, ou seja, o filho seguirá o caminho do mal dos pais, tornando-se mais um adulto canalha.
3. As dinastias do mal
O que acontece quando filhos seguem os passos de pais canalhas?
Neste caso o grande perigo é a perpetuação da canalhice, ou seja, cria-se uma dinastia que se dedica ao mal, à conquista e acumulação de poder e de riqueza a qualquer custo, não importa o preço, pois quem paga são os cidadãos de bem.
Uma dinastia do mal nos negócios é algo quase inviável, se não houver gerenciamento profissional. Muitas vezes, depois de duas ou três gerações os negócios vão à falência. Por sua vez, as dinastias políticas do mal têm forte tendência de se eternizar, pois têm o poder nas mãos. Esse mal pode durar por muitas gerações, muitas décadas.
Além de Cuba há vários outros exemplos de dinastias de canalhas.
Veja o caso da Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-il e seu filho Kim Jong-un. Outro caso é o Haiti, mergulhado em terríveis tragédias até hoje, que se iniciaram sob o domínio da maldade de Papa Doc e seu filho Baby Doc. Ainda pode-se citar a Síria, com a dupla de tiranos sanguinários Hafez al-Assad (pai) e Bashar al-Assad (filho).
A população desses países sofreu ou ainda sofre nas mãos de bandidos e de seus sucessores.
4. Os políticos do mal e o nascimento das ditaduras
Há incontáveis casos dessas dinastias que se alternam no poder político do mal, e isso ocorre também no Brasil, onde muitos pilantras se sucedem no poder, desconsiderando necessidades da população do local que eles dominam, nas esferas municipal, estadual e federal.
A continuidade de poder entre parentes ou compadres se desenvolve e se fortalece com políticos que são plantados nos três poderes para atuar como lobistas do mal. Até terroristas já usam esse recurso para cumprir sua "missão", e têm representantes que infectam muitas das instituições brasileiras. Obviamente agem sem nenhuma ética, sem respeito à lei, em flagrante desrespeito à Constituição.
São criminosos profissionais, que precisam ser destituídos e punidos. Eles precisam ser barrados e exemplarmente castigados, impedidos de realizar seu trabalho sujo, qual seja, transformar o Brasil em uma ditadura – processo já iniciado e em pleno andamento.
Se não se der um basta a isso, a degradação de nosso país fará emergir das trevas o ditador maior, que irá destruir passado, presente e futuro de nossa nação. Já há candidatos fortíssimos a essa posição, despontando entre os canalhas brasileiros.
A missão das pessoas de bem e honestas neste ano de 2026 é, por meio das urnas, evitar que pilantras políticos continuem a agir. Já é tempo de os brasileiros de bem terem sossego.
ALBERTO ROMANO SCHIESARI
-Economista;
-Pós-graduado em Docência do Ensino Superior;
-Especialista em Tecnologia da Informação, Exploração Espacial e Educação STEM;
-Professor universitário por mais de 30 anos;
-Consultor e Palestrante.
Nota do Editor:
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