sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Território e Soberania

Autor: Ubiratan Machado(*)


O discurso de Jair Bolsonaro proclamando nossa independência em relação às questões que envolvem o meio ambiente desagradou os globalistas, pois sua estrutura de domínio está fundamentada na legislação ambiental imposta ao Brasil nos últimos trinta anos, com a interveniência direta da ONU e seus representantes, que transitam no Congresso Nacional. 

Os ecoterroristas travam o desenvolvimento econômico do país de várias formas. Centenas de obras de saneamento básico e transportes, projetos de agropecuária e indústria, são bloqueados pela ação dos órgãos de controle e fiscalização que agem como soldados dos interesses bilionários escondidos por trás dessas questões falaciosas de defesa da natureza. 

A agressão ao meio ambiente por meio da contaminação por um enorme vazamento de rejeitos tóxicos no município de Barcarena (PA), de responsabilidade da companhia Hydro - a Noruega é a principal acionista dessa empresa que é a maior mineradora da Amazônia - ao se utilizar de uma tubulação clandestina para despejar lixo em um conjunto de nascentes do Rio Muripi, é apenas um exemplo que indica que vários países, que se utilizam de ONGs, já se apoderaram do subsolo amazônico, flora e fauna para obter vantagem econômica direta. 

Por outro lado, mais de 66% do território brasileiro é composto por vegetação nativa, e supera os 90% o total de energia elétrica produzida pelo Brasil por meios que não poluem solo, ar ou água. Segundo o Tribunal de Contas da União, mais de 80% do dinheiro doado pela Alemanha visando ações de proteção da Amazônia, foi direto para ONGs que cuidam de seus próprios interesses. Conclui-se que Noruega e Alemanha, dois dos grandes críticos da política de proteção ambiental do governo brasileiro, têm muito o que aprender com o Brasil. Alguns dos objetivos deles são conhecidos há décadas: biopirataria e exploração de nossos recursos minerais. 

Rússia, China, Cuba e Irã estão por trás da desgraça completa do povo venezuelano, o instrumento utilizado para a conquista integral do poder é devastador, e é conhecido com o nome de socialismo, que acaba degenerando para o sistema de capitalismo de estado. Mas a motivação é a mesma que impulsionam os estrangeiros: trilhões de dólares em riquezas no subsolo, no caso em tela se trata da maior reserva de petróleo do mundo. O mesmo raciocínio se aplica à questão amazônica, é pura cobiça e ambição ilimitadas.

Enfim, esperar honestidade dos europeus, após mais de 500 anos de exploração ilegal de nossas riquezas, é ser cúmplice, ignorante, hipócrita e ingênuo.

* UBIRATAN MACHADO DE OLIVEIRA



- Advogado, engenheiro civil e professor de inglês








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