sábado, 22 de abril de 2017

Ensino com interatividade


Observei nos anos que trabalhei como professora eventual junto aos professores na Rede Pública e Municipal de São José dos Campos/SP a conduta dos professores em sala de aula e o comportamento da parte Organizacional Administrativa á Organização Pedagógica da Escola – no que se trata de gestão escolar em relação á gestão e democracia dentro da escola, no qual envolve conhecimentos sobre as leis que regem a Educação (sistema brasileiro educacional - bases legais educacional). O regimento escolar ou projeto escolar devem estar focados nos processos que vão auxiliar a interatividade como um todo dentro da sala de aula e dentro da escola.

Precisamos tomar a posição de que estamos todos envolvidos no ensino-aprendizagem de nossos alunos e que o ensino da disciplina é de responsabilidade do professor e que a continuidade fora da sala de aula no que se trata aprendizagem comportamental é da demanda organizacional. Não apenas o corpo docente tem responsabilidade sobre os alunos porque a educação no meu ponto de vista não se baseia apenas no ensino em sala de aula. A educação envolve a escola toda – o professor exerce a função sobre a disciplina como educador do que se ensina baseado na grade curricular, devendo dar continuidade fora da sala de aula e dentro da escola. O que falo é sobre o que aprendeu dentro da sala continua sendo falado fora da sala e dentro da escola, através da interação escolar.

Sobre o Ensino, nós professores devemos promover dentro da sala de aula um ambiente motivador, inovado – devemos dar impulso ao novo saber, levando nossos alunos ao interesse mútuo dos acontecimentos reais, ou seja, colocá-lo diante da realidade. E para isto temos que observar a faixa etária, nível de conhecimento dos alunos e não basta conhecer as leis, os projetos educacionais, as demandas, e os planos educacionais. Precisamos promover atitudes motivadoras e tranquilizar seus responsáveis sobre o que se aprende em sala de aula e dentro da escola – educar e educação, preparar o aluno para a sociedade.

Quando dizemos que educação se aprende em casa erramos. A educação se aprende na escola sim, e o respeito vem do berço, ou seja, se aprende com seus responsáveis. Precisamos discernir estes conceitos para que possamos moldar nosso aluno, afinal ela ficará conosco vários anos e indiretamente acabamos ensinando mais do que a grade curricular exige.

Propiciar ambiente favorável para estes alunos aprendam, crie, preparem seus projetos baseados, capacitando-os para ações futuras.

Afinal qual a posição do professor na sala de aula?

Trata-se da situação espacial, do lugar ocupado por um educador, de um lugar onde ele é a verdade absoluta entre os demais que são seus subordinados. O professor tem que se posicionar com respeito e postura. – ser conhecedor da disciplina a ensinar e das leis educacionais. 

Exemplos:

• Que se baseia na troca de experiência com a comunidade;

• Na bagagem que cada aluno traz consigo;

• Na forma de abordagem em sala de aula e para com os demais membros da escola e diante dos responsáveis pelos alunos;

• Sobre as leis que trata sobre direitos e deveres dos alunos e professores;e

• E sobre os resultados que deseja alcançar – como trabalhar as falhas no ensino – se tratando de alunos com dificuldades.

No ensino da Língua Portuguesa, a posição do professor para que o projeto seja bem sucedido, uma condição deve necessariamente ter concepção clara do que seja um aluno em tal faixa etária e o meio em que convive e o que seja uma língua.

O professor precisa ter conhecimento técnico de um campo fundamental na maior parte das especialidades, ter o que chamamos de O saber técnico e mais que isto, o saber sobre a linguagem e como ensiná-la. Não se preocupar com o programa se funcione, porque as propostas práticas fazem funcionar e para isto as teses devem expressar verdades para que resultem em melhoria do ensino na língua.

Exemplos:

• Como trabalhar as estruturas linguísticas – fala-se sobre os dialetos populares e padrões. Complexidade das respectivas gramáticas;

• Sobre a aquisição da fala – a língua materna que se aprende fora da escola e seus dialetos, propiciando condições para que todos os alunos tenham capacidade de ter domínio padrão e/ou da escrita padrão, porque todos são capazes. Pode ser até um preconceito dizer que não se ensina sem base no dialeto do aluno;

• As variações linguísticas – todas as línguas variam / temos uma variedade linguística na comunidade ou na sociedade, por causa da variedade social; e

• O que precisa ensinar – aproveitar o que já é sabido – e ter um projeto baseado na série anterior e na série atual sobre o que já foi ensinado; pressupõe mais contato com a língua escrita e as regras gramaticais.

As únicas pessoas que trarão poder ao que se aprende são os professores, por isso, a atenção aos conteúdos programáticos e sua forma de ensinar, seja através de livros, vídeos, internet, ilustrações são importantes e já sabemos.

O que chamo de interatividade em sala de aula é a capacidade ou a qualidade de comunicação em sala de aula.

Senão Vejamos:

• A interação dos alunos diante das abordagens e a forma de comunicação que possibilita aprendizagem e interesse;

• A influência entre as pessoas e/ou grupo – de acordo com a postura do educador;

• A mídia – sobre o seu potencial poder de influência ao permitir que o usuário adquira conhecimento sobre determinado conteúdo; e

• A comunicação mediada – são contribuições por computadores que liga duas pessoas para visualização de informação e desenvolvimento em ambientes de aprendizagem colaborativa / tendo em vista o ciberespaço.

Podemos, portanto dizer que: 

- Atividade que envolve interação é uma propriedade de ser interativo;

- Interatividade como atividade – é uma troca comunicativa; e

- Interatividade como propriedade – é uma troca de conteúdo com o uso das tecnologias junto com a comunicativa.

A Interatividade é um caráter e uma condição que possibilita ao receptor interagir com o emissor.

O professor se posiciona, promove o ensino com interatividade, para formar cabeças pensantes, interessadas, de maneira alegre – para trabalhar por exemplo: Fonologia, Morfologia, Sintaxe, Figuras de Linguagens e seus Tópicos de Linguagem como atrativos motivacionais.

O que quero dizer como professora é que, presenciei muitas diferenças e convivi com pessoas que não me pareceu preparados para trabalhar na área educacional. A colaboração para uns com outros tem que ser sobre um todo. Professores novatos podem contar com professores experientes e os demais integrantes da escola atuar na demanda escolar com interesse em ajudar os docentes e para isto precisamos nos organizar através de um projeto interno decisivo para concluir a cada final do ano letivo. Precisamos melhorar o ensino para que possamos atingir á média desejada para avaliar o nível de aprendizagem da educação no Brasil, que são coordenadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep. O Inep é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação MEC.

Eu me interesso sobre isto e quero colaborar e você?

O Ensino Fundamental de Nove Anos – veja como é importante a posição do professor e de como promover o ensino de forma harmoniosa trabalhando com interatividade em sala de aula / assegurar a todas as crianças um tempo mais longo no convívio escolar, mais oportunidades de aprender e mais oportunidades de ensinar e ensinar com qualidade.

“A cada idade corresponde uma forma de vida que tem valor, equilíbrio, coerência que merece ser respeitada e levada a sério; a cada idade correspondem problemas e conflitos reais (...), pois o tempo todo, ela (a criança) teve de enfrentar situações novas (...). Temos de incentivá-la a gostar da sua idade, a desfrutar do seu presente”. George Snyders

“O Mundo é diversificado, colorido e motivador.” Cláudia Tibães / UNIP – SJC/SP

Fontes:

1. O Conselho Nacional de Educação \ (LDB 9.394/96, Art. 9º, Par. 1º;

2.
http://portal.mec.gov.br/ensino-fundamental-de-nove-anos;

3. LEI 13.005/2014 (LEI ORDINÁRIA) 25/06/2014 / APROVA O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO - PNE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS;

4. Livro – SOBRE O ENSINO DE PORTUGUÊS NA ESCOLA – Sírio Possenti;

5. Livro – CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E ENSINO DE PORTUGUÊS – João Wanderley Geraldi;

6. Livro – GRAMÁTICA ESSENCIAL ILUSTRADA – Luiz Antonio Sacconi;

7. http://escoladegestores.virtual.ufc.br/unidadeII/planejamento_pedagogico.html;

8. Pierre Lévy - Pierre Lévy (Tunísia, 1956) é medico e radiologista ,sociólogo e pesquisador em ciência da informação e da comunicação e estuda o impacto da Internet na sociedade, as humanidades digitais e o virtual.

9. http://www.publicacoes.inep.gov.br/portal/download/1362; e

10. http://pne.mec.gov.br/publicacoes 

POR CLÁUDIA TIBÃES











Graduada em Letras com Licenciatura Plena em Português/Inglês;
- Atuo como Professora na Rede Municipal de Ensino e na Rede Estadual de Ensino em SJC-SP / Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio, e no EJA (Ensino para Jovens e Adultos).
E-mails:

Nota do Editor:

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3 comentários:

  1. Desejamos pra todos leitores e educadores a simplicidade de aceitar a competência de seus colaboradores e compartilhar conhecimentos. Um ótimo dia!

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  2. Penso que estamos fraudando nossa educação quando nela não repartimos o fardo aos seus respectivos responsáveis:
    O professore devem ENSINAR baseado na premissa que hoje, não mais acompanha o aluno pelo decorrer dos 9 anos. Têm que focar na dinâmica da sala de aula, fomentar a disciplina e despertar o aluno para desafios que interajam com o ambiente escolar.

    Aos ALUNOS cabem o aprendizado. A DISCIPLINA PERDIDA, o RESPEITO negado...

    Aos pais, cabem o RESPALDO à ação do professor em sala de aula. Ensinar e cobrar postura de seus filhos em relação ao seu comportamento. Arraigar o REPEITO E atentar para o fato que um PROFESSOR É A MAIOR AUTORIDADE EM SALA DE AULA.
    E que que professor ensina sobre o corpo humano e não sobre como a mente deva usa-lo. Que religião é prerrogativa dos pais.

    Aos políticos, cabem ficar fora dessa equação, pois onde tem política nada tende a evoluir senão os desarranjos...

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  3. Obrigada! O que não podemos é desistir da educação-futuros filhos do nosso País.

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