segunda-feira, 19 de março de 2018

O que ainda esperar para 2018?







2017 foi um ano bem difícil em todos os setores, menos os de "saúde". Seguros-saúde não entram nessa perspectiva. Redes de drogarias que tem capital aberto valorizaram suas ações na Bolsa. A indústria alimentícia inserindo elementos cancerígenos, alérgicos e que provocam distúrbios no organismo a longo prazo. Daí precisa de médico e de remédio. Quem vai a drogaria fica doente só de ver os preços. Tchau 2017. Foi ruim mas aprendemos bastante contigo.
2018? (In)felizmente creio que as melhoras vêm por meio da fatídica troca executiva e legislativa estadual e federal. Mas sempre os menos otimistas pensam: melhor isso que nada. Pinga mas não seca. Males que vêm pra bem. Entre outros ditados populares.

Previsão (sim, economista é meio oráculo, embora os sérios se baseiem em dados estatísticos e tendências, mas alguns só com a experiência de vida e informações privilegiadas conseguem o mesmo feito) para 2018:

Crescimento econômico: ODCE 1,9%; Banco Itaú 2,7%; Goldaman Sachs 2,7%; pesquisa Banco Central, Boletim FOCUS 2,68%. (normalmente confio mais no índice de fora do que o de dentro do país, dada as maquiagens dos últimos anos).

Inflação: IPCA 3,72%; projeção Itaú 4%; ou seja, abaixo da meta 4,5% Isso não significa um posicionamento milagroso da equipe econômica, e sim um esfriamento da atividade pelas seguintes razões a seguir:

Inadimplência: Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e Serviço de Proteção ao Crédito, 60% dos brasileiros em 2017 está inadimplente. Isso significa que na administração anterior da União, ao liberar crédito e não fazer Educação Financeira decentemente, hoje temos menos de 1 brasileiro com condições de se endividar, ou seja, não podendo comprar, não conseguindo pagar, quem vende não vende. Então obviamente a inflação cai, mas os preços provavelmente não, porque quem vende precisa minimamente garantir lucro pra sobreviver. E pior ainda: Pesquisa da Serasa Experian, mostra que 5,3 milhões de empresas brasileiras também estão inadimplentes #tenso

Endividamento: como dito no item acima, o endividamento faz com que a capacidade de consumo diminua, isso é péssimo para a Economia como um todo. 

Daí vem a pergunta: o que esperar ainda para 2018? 

Por ser ano eleitoral, espera-se que o governo dê um jeitinho de injetar mais incentivos na economia para que parece que estamos melhorando. Podemos aproveitar essa onda e reduzir dívidas de empresas e famílias assim recuperando a capacidade de consumo. Isso de qualquer forma é a médio prazo.

Ano eleitoral. Lembre-se que mesmo estando numa seção de Economia, as deliberações são feitas através de aprovação de leis no Congresso Nacional ou de Medidas Provisórias. Então pense bem, depois de ver o cenário nebuloso em que estamos, em quem terá condições de legislar na Câmara e no Senado e no Executivo na Presidência da República.

Quanto o mais, é continuar, pois o Brasil é grande, tem jeito sim, porque você meu leitor, é parte importante para que ele vá para frente.

#vamosemfrente

POR ANA PAULA STUCCHI



-Economista de formação;
-MBA em Gestão de Finanças Públicas pela FDC - Fundação Dom Cabral;
-Atualmente na área pública
Twitter:@stucchiana

Nota do Editor:

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