©️2026 Cintia Vasconcelos
Tudo o que é novidade nos traz insegurança e dúvidas. Dúvidas de como fazer, de onde começar, como começar. E na Educação Especial não é diferente.
Com o passar dos anos, a humanidade entendeu a necessidade de incluir pessoas portadoras de necessidades especiais: pessoas que precisam ser vistas, enxergadas, amparadas, devidamente cuidadas e orientadas. Em pleno século XXI, é inadmissível que alguém não enxergue a importância da quebra de paradigmas quanto às pessoas PNE. Porém, ainda existem muitas barreiras humanas que precisam ser quebradas.
E não falo apenas do preconceito, nem do preparo dos profissionais envolvidos no desenvolvimento físico, psicológicos e educacional. Mas principalmente do entendimento das famílias em seguir as orientações dos profissionais.
Não foram poucas as vezes que ouvi de mãe de aluno neurodivergente que não quer dar a medicação. Mas essa mesma mãe não tem conhecimento médico. Não tem formação em qualquer área. Mas prefere ouvir as tais "vozes de sua cabeça" e permitir que o desenvolvimento de seu filho seja prejudicado.
Antes de quaisquer tipos de terapias indicadas pelo médico, a criança neurodivergente precisa estar com o cérebro regulado. E isso, em muitos casos, só acontece com a medicação aliada às terapias. Crianças atípicas com o cérebro severamente desregulado não conseguem se concentrar em coisa alguma, não conseguem adquirir ou absorver qualquer tipo de orientação. Sendo assim, não haverá evolução nas terapias com psicólogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo ou psicopedagogos.
Além da falta de desenvolvimento, a criança não medicada fica cada vez mais irritada, comete auto lecionamento, agride quem estiver próximo e, em alguns casos pode se machucar em comportamento de agitação extrema.
É necessário um trabalho em equipe multiprofissional para que haja desenvolvimento adequado. Mas o apoio maior precisa vir do ambiente onde a criança passa a maior parte do seu tempo e é a maior referência: a família.
CINTIA VASCONCELOS
-Pedagoga graduada pela Universidade Anhanguera(2011);
- Pós-graduada em Neuropsicopedagogia pela Faceminas (09/2024);
-Pós graduando em Tecnologias para a Educação Profissional pelo IFSC;
- Atua como professora de ensino médio técnico - novotec; e
-Atualmente, trabalha também com Educação Especial em escola pública do Estado de São Paulo.
Nota do Editor:
Todos os artigos publicados no O Blog do Werneck são de inteira responsabilidade de seus autores.

Nenhum comentário:
Postar um comentário