segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Fibromialgia na Terceira Idade


Autor: Jorge Ramos (*)


PALAVRAS CHAVES: Fibromiálgicos / Terceira idade / Reconhecimento gera Conhecimento

Introdução


1.1 O que é a Fibromialgia 

A Fibromialgia também conhecida como Síndrome de Joanina Dognini, a Fibromialgia é uma síndrome de caráter reumático e crônico e é caracterizada por dores ao longo de todo o corpo do paciente, mesmo sem ele ter tido uma lesão física nos músculos ou articulações. Estima-se que cerca de 5% dos brasileiros sofram da condição no país e, desses casos, 80% a 90% são mulheres com idade entre 30 e 50 anos. 

Sendo uma enfermidade reumatológica a fibromialgia posso informar que ela age principalmente nesses tecidos conjuntivos, os quais, as pessoas da terceira idade, que já estão com a saúde fragilizada elas sofrem bastante. 

O público feminino é o que afeta mais. Mas as causas ainda são desconhecidas tanto pelos estudiosos e médicos. Já que a diferença hormonal entre os vovôs e vovós não é considerado um fator de propagação da fibromialgia. A fibromialgia além de afetar os tecidos conjuntivos. Ela também acarreta as seguintes dificuldades na vida de um fibromiálgico: Fadiga intensa, Irritação intestinal e da bexiga, Dor de cabeça, Movimento involuntário das pernas durante o sono,Dificuldade para dormir, Ansiedade,Depressão, dificuldade de concentração e muitos outros sintomas. 

1.2 Histórico da Fibromialgia 

Com relação ao seu histórico, o principal sintoma da síndrome – a dor músculo-esquelética difusa – já era descrito por Hipócrates, considerado como o pai da medicina, no fim dos anos 400 e começo dos anos 300 A.C., mas foi apenas em 1824 que a associação entre reumatismo e pontos dolorosos se deu, através de estudos do médico e botânico escocês John Hutton Balfour. Várias descrições sobre a síndrome podem ser encontradas desde os meados do século XIX, mas ela só foi reconhecida como tal pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no fim da década de 1970. 

2. Como surgiu a ANFIBRO

ANFIBRO (Associação Nacional dos Fibromiálgicos e Doenças Correlacionadas). Que nasceu do encontro de um grupo de pessoas com a doença que se conheceram através das redes sociais e resolveram juntar forças para lutar pelos seus direitos e de todos os pacientes acometidos por Fibromialgia e as demais doenças crônicas relacionadas a essa enfermidade. 

A ANFIBRO procura atuar em várias frentes. Tanto em nível municipal quanto estadual e federal. Assim como no âmbito executivo, quanto no legislativo e no judiciário. No tocante aos municípios, atuamos junto aos conselhos de saúde. É essencial que os cidadãos aproveitem os mecanismos democráticos de gestão da saúde pública garantidos por lei.

3. Projeto da ANFIBRO a nível nacional 

Hoje a ANFIBRO à nível nacional tem os seguintes projetos: A lei das filas. Desta forma, garantimos o acesso do fibromiálgico às vagas de estacionamento para deficientes, bem como o direito de receber atendimento prioritário em filas. O porquê da lei: a Fibromialgia é uma doença que atinge em torno de 5% da população. É uma doença crônica, progressiva e incapacitante. Porém, não letal. Desta forma, sabemos da dificuldade dos órgãos previdenciários em garantir o afastamento indefinido para todos. Temos também os projetos de lei em andamento a nível federal. Para reconhecimento da doença. 

Assim, optamos pela interposição de projetos de lei que tornem o dia a dia do paciente menos cansativo, pois desta forma, canalizamos a escassa energia do fibromiálgico para sua vida laboral e familiar. Faz toda a diferença para o trabalhador com fibromialgia usuário de transporte público, realizar a sua viagem sentada. Isso diminui a fadiga ao chegar ao local de trabalho. Sendo aprovada a lei e sancionada pelo prefeito traz à luz da sociedade a discussão sobre esse tema. Espaço como este tem valor inestimável no combate à discriminação vivida por nós dada a desconfiança da sociedade que não entende uma doença que não tem aparência. Somente sintomas para quem a carrega. 

Hoje a ANFIBRO já tem os projetos de leis em andamentos a níveis: Estaduais e federal que busca melhorias e reconhecimento para as pessoas com fibromialgias. 

No dia 12 de maio é a data INTERNACIONAL de conscientização sobre a doença. Infelizmente no BRASIL ainda não é reconhecida por lei. Mas esperamos poder contar com a atenção que estamos ganhando da mídia com nossas ações. E com o apoio dos parlamentares da nossa nação. 


Para tanto, a cada dia estamos crescendo no Brasil. O objetivo da ANFIBRO é mobilizar os fibromiálgicos e simpatizantes para buscar garantias de direitos. O trabalho da ANFIBRO juntamente com a liderança nacional é de buscar junto ao Ministério Público Federal, INSS e ao SUS políticas públicas para os fibromiálgicos. Pois, como sabemos não existe nada legal que nos ampare. Além de buscarem o reconhecimento da fibromialgia como uma doença incapacitante e que muitas vezes causa deficiências. 



*JORGE LUÍS DA SILVA RAMOS COM A COLABORAÇÃO E CONTEÚDO DA ANFIBRO - Associação Nacional dos Fibromiálgicos e Doenças Correlacionadas

-Graduação em Recursos Humanos; 
-Graduação em Serviço Social; 
-Graduação em Teologia; 
- Pós-Graduação em Saúde Mental Psicossocial com ênfase em álcool e outras drogras; e
-Pós-Graduação em Gestão Empresarial. 
E-mail:pr.jorgeramos@hotmail.com






Nota do Editor:

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