sábado, 5 de novembro de 2022

A aprendizagem depende do professor?


 Autora: Mariana Guatura (*)

No Brasil, o dia 15 de outubro é marcado pela comemoração do Dia do Professor. Nele, somos cumprimentados pelo exercício da nossa profissão e podemos acompanhar diversas homenagens e reflexões sobre a nossa importância. Nos outros dias, é muito comum escutar diversas críticas sobre a qualidade da educação e também piadas e questionamentos sobre a razão pela qual somos professores. Tais situações nos levam a questionar quais condições são essenciais para uma educação efetiva para os nossos alunos. Mas, será que apenas ter um bom professor representa garantia para o aprendizado?

Antes de se analisar o papel do professor, é fundamental refletirmos sobre a importância da família. Uma das bases para a educação é o acompanhamento do cotidiano escolar dos filhos pelos pais. Muitos são os professores que já se depararam com pais ou responsáveis que comparecem a uma reunião e não sabem a série em que seu filho estuda ou não estão a par de sua evolução acadêmica e de suas necessidades. Estas, infelizmente, são situações comuns vivenciadas por nós no Ensino Básico. É preciso que tenhamos pais mais participativos no processo de ensino e de aprendizagem. Dispor de tempo no seu dia (mesmo que seja pouco) para conversar e acompanhar como foi o dia do seu filho na escola pode fazer uma grande diferença na vida de uma criança ou de um adolescente.

A outra vertente necessária para um bom aprendizado, obviamente, está sob a responsabilidade do professor. É nosso dever proporcionar aulas atrativas aos nossos alunos em que estejam presentes, além do embasamento técnico, também a paciência, a alegria e a vontade de vencer desafios. Para tanto, é preciso estar sempre em formação e antenados com as mudanças na sociedade, o que denota uma grande capacidade de adaptação. Nesse sentido, a pandemia nos mostrou como pudemos nos adaptar (e de modo tão rápido) a tantas e urgentes necessidades para proporcionar o aprendizado aos nossos alunos em um período tão complexo.

Além da família e do professor, não podemos esquecer do aluno. É fundamental que os alunos tenham disposição para aprender e aplicar os conhecimentos construídos na escola para obter uma sociedade mais justa e com qualidade de vida para todos. Entretanto, como tornar o aprendizado efetivo quando existem alunos que somente tem interesse em ir para a escola para garantir o seu alimento diário ou não possuem uma família participativa e que o ampare em suas necessidades? Como ter vontade de aprender vivenciando tais dificuldades?

Percebemos, portanto, que ter um bom professor é um dos requisitos, mas não o único, para um aprendizado de qualidade. É preciso que a tríade família-professor-aluno atue em parceria para que possamos obter tal conquista. Neste contexto, não podemos esquecer também da importância do poder público, o qual pode (e deve) fomentar políticas públicas que abranjam as necessidades da população e que estejam comprometidas com o incentivo à educação.

A vocês pais, professores e alunos, que cumprem o seu papel buscando uma sociedade melhor, o meu mais profundo respeito e admiração.

*MARIANA DOS SANTOS SIQUEIRA

















-Graduação em Biologia pelo UNIFATEA (2009);
-Especialização em Gestão Escolar pelo UNIFATEA (2012);
- Mestre em Ciências pela Escola De Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (2016);
- Professora preceptora do Programa Residência Pedagógica (UNIFATEA/CAPES) na EE Gabriel Prestes (Lorena/SP); 
-Coordenadora de Gestão Pedagógica da EE Gabriel Prestes e
-Professora de Ciências na EM Prof. Climério Galvão César (Lorena/SP).
Currículo Lates: http://lattes.cnpq.br/0653319436604048
Contatos:
Linkedin : Mariana dos Santos Siqueira Guatura;
E-mail: mariana.guatura@educacao.sp.gov.br

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