quinta-feira, 13 de agosto de 2026

A Profissão do(a) Economista no Mercado de Trabalho, Cargos e Remunerações


 

©️2026 Gerusa Coutinho Ramos

Edição Especial  em comemoração ao "Dia do Economista"

Parabéns do O Blog do Werneck a todos os os profissionais dessa laboriosa classe!!

Em 13 de agosto de 2026, é comemorado o dia do economista, o profissional responsável por previsões e análises relevantes da Economia Mundial, Economia da América Latina, Economia Brasileira e Economia Doméstica.

Parabenizo todos(as) os(as) economistas do Brasil nesse dia, faço uma homenagem a professora Maria da Conceição Tavares em nome das mulheres economistas, por suas contribuições para a compreensão do Modelo de Substituição de Importações, conteúdo teórico essencial para a formação da economista. A professora deixou um legado muito importante no sentido de defender o crescimento econômico, com distribuição de renda, como afirmava: "Se você não se preocupa com a justiça social, com quem paga a conta, você não é um economista sério. Você é um tecnocrata".

Outro economista muito importante que fez parte de minha formação, enquanto estudante de economia, professora universitária e pesquisadora, de todos(as) economistas do Brasil, é Celso Furtado. Dessa forma, parabenizo os economistas do Brasil em seu nome. Um dos seus legados são os livros Formação Econômica do Brasil e Formação Econômica da América Latina, fundamentação teórica para entender o processo histórico e econômico da constituição da economia no Brasil e na América Latina, e o desenvolvimentismo.

A economia surgiu como ciência em 1776, com a publicação do livro “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith. Emergiu um arcabouço teórico denominado de teoria econômica, com o objetivo de proporcionar conhecimentos no desenvolvimento de análises econômicas.

A formação no curso superior de Ciências Econômicas é composta por eixos básicos e complementares. Nas disciplinas básicas, destacam-se a formação em História Econômica (Formação Econômica do Brasil; História do Pensamento Econômico), Teoria Econômica, Macroeconomia, Microeconomia, Métodos quantitativos e Metodologia/ Pesquisa Científica.

Na fase de conhecimento complementar existem diversas áreas, como: Economia do Meio Ambiente, Economia da Cultura, Economia Criativa, Economia do Trabalho, Economia Regional, Economia Solidária, Economia da Energia, Economia Circular, Economia do Consumo, Economia da Educação, Economia Comportamental, Economia de Serviços, dentre outras áreas.

O curso superior em Ciências Econômicas permite uma formação teórica e técnica sólida, ampla e analítica, de um profissional, com capacidade de estudar e compreender questões econômicas, políticas, sociais e do meio ambiente, além de estudos específicos setoriais de mercado e regionais. É importante continuar estudando, após a graduação, fazer lato sensu ou MBA, mestrado e doutorado, profissional ou acadêmico.

A profissão do economista foi regulamentada pelo Decreto 31.794, de 1952, e estabelece como principais atividades em organizações privadas e públicas:
  1. assessoria, consultoria e pesquisa econômico-financeira;
  2. estudos de mercado e de viabilidade econômico-financeira;
  3. análise e elaboração de cenários econômicos, planejamento estratégico nas áreas social, econômica e financeira;
  4. estudo e análise de mercado financeiro e de capitais e derivativos;
  5. estudo de viabilidade e de mercado relacionado à economia da tecnologia, do conhecimento e da informação, da cultura e do turismo;
  6. produção e análise de informações estatísticas de natureza econômica e financeira, incluindo contas nacionais e índices de preços;
  7. planejamento,formulação,implementação,acompanhamento e avaliação econômico-financeira de política tributária e finanças públicas;
  8. assessoria, consultoria, formulação, análise e implementação de política econômica, fiscal, monetária, cambial e creditícia;
  9. planejamento, formulação, implementação, acompanhamento e avaliação de planos, programas, projetos de natureza econômico-financeira;
  10. avaliação patrimonial econômico-financeira de empresas e avaliação econômica de bens intangíveis;
  11. perícia judicial e extrajudicial e assistência técnica, mediação e arbitragem, em matéria de natureza econômico-financeira, incluindo cálculos de liquidação;
  12. análise financeira de investimentos;
  13. estudo e análise para elaboração de orçamentos públicos e privados e avaliação de seus resultados;
  14. estudos de mercado, de viabilidade e de impacto econômico-social relacionados ao meio ambiente, à ecologia, ao desenvolvimento sustentável e aos recursos naturais;
  15. auditoria e fiscalização de natureza econômico-financeira;
  16. formulação, análise e implementação de estratégias empresariais e concorrenciais;
  17. economia e finanças internacionais, relações econômicas internacionais, aduanas e comércio exterior;
  18. certificação de renda de pessoas físicas e jurídicas e consultoria em finanças pessoais;
  19. regulação de serviços públicos e defesa da concorrência;
  20. estudos e cálculos atuariais nos âmbitos previdenciário e de seguros e
  21. consultoria econômico-financeira independente (incluído pela Resolução nº 1913 de 30/05/2014).
O economista pode atuar no mercado de trabalho no setor privado em indústrias nas áreas de planejamento, produção, financeiro, custos, preços e vendas. No setor agrícola, no planejamento de safras, controles financeiros da produção agrícola e vendas.
 
No setor de serviços, pode trabalhar em bancos e bolsa de valores nas áreas de investimentos financeiros, analista de crédito, gerência, captação de clientes, fundos de investimentos, perícia operações em bolsas de valores e de mercadorias, além de analista de dados.

No setor público, o economista pode desempenhar funções no mercado de trabalho, no planejamento, na área de projetos, financeira, de orçamento e de educação, desde cargos operacionais até cargos executivos de gestão. Nas organizações públicas, o economista pode trabalhar, por exemplo, no município em subprefeituras, indicados para cargos de confiança ou concursados, secretaria de finanças e tribunal de contas.

Nos estados da federação, existem diversos cargos públicos para economistas, como, no estado de São Paulo, na Secretaria da Fazenda e Planejamento, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, nas funções de Analista de Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas, Auditor Fiscal da Receita Estadual, Especialista em Políticas Públicas, Controle e Fiscalização de Gastos Públicos.

No governo federal, o economista possui ofertas de empregos e de trabalhos, tanto como concursado ou cargo de confiança, no Ministério da Fazenda, no Ministério do Planejamento, no Ministério da Energia, no Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, na Receita Federal, no Banco Central do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na Caixa Econômica Federal, Agências Reguladoras e diversos órgãos públicos federais, como professor(a) em universidades públicas e institutos federais.

Como está o mercado de trabalho para o economista no Brasil? Existem muitas oportunidades de emprego e trabalho para o economista no mercado de trabalho, nem sempre são visualizadas e perceptíveis, como também, a oferta é limitada para a quantidade de economistas que o Brasil forma nas universidades públicas federais, estaduais e municipais, universidades, centros universitários e faculdades privadas. É um profissional bem remunerado no mercado de trabalho, conforme a média de salários. O Brasil possui aproximadamente 230 mil profissionais com curso superior em Ciências Econômicas, 36 mil registrados e habilitados pelos Conselhos Regionais de Economia de cada estado.

O economista pode trabalhar em diversas funções nas áreas de consultoria, projetos, estudos de viabilidade econômica e gestão de negócios, como professor(as) e pesquisador(a) em universidades públicas e privadas. A formação ampla do economista permite uma capacidade de análise diferenciada de outros profissionais da área de ciências gerenciais, justamente por ter competências para analisar o contexto histórico, de negócios, econômico, político, social e ambiental.

Para qualquer empresa que funciona no mercado, a presença de uma economista pode fazer uma diferença significativa nos estudos de mercado setoriais, por exemplo, no comportamento da oferta e da demanda, e na perspectiva de aumento do consumo. Se o consumo está crescendo no PIB e as vendas desse negócio caíram, os estudos são realizados para identificar o problema, se foi uma questão de concorrência direta, e levantar diversas possibilidades de estudos setoriais, para a empresa mudar a sua estratégia de vendas, ou até mesmo, o planejamento estratégico, com a finalidade de melhorar o posicionamento no mercado.

O Conselho Federal de Economia (COFECON) e o Conselho Regional de Economia (CORECON), em 2026, atribuem uma remuneração de R$ 550,00 (quinhentos e cinquenta reais), como o valor da hora de trabalho do economista autônomo, considerado profissional liberal, principalmente nas funções de estudos de viabilidade econômica, perícia econômica, avaliação de fundos de investimentos, planejamento estratégico e auditorias. O salário em média do economista no mercado de trabalho brasileiro é diversificado, de acordo com o cargo e a função desempenhada.

Conforme CORECON (2026), o Plano de Cargos e Salários dos(as) economistas estabelece parâmetros para a remuneração no mercado de trabalho. A média salarial nominal do economista é R$ 9.054,78 (nove mil, cinquenta e quatro reais, setenta e oito centavos), com uma jornada de trabalho de 42 horas. O piso salarial médio varia de R$ 5.102,61 (cinco mil, cento e dois reais, sessenta e um centavos) e o teto médio de salário é R$ 16.455, 35 (dezesseis mil, quatrocentos e cinquenta e cinco reais, e trinta e cinco centavos).

As funções do economista, com especializações, por exemplo, como Analista de Ecodesenvolvimento, possui salário de R$ 7.288,59 (sete mil, duzentos e oitenta e oito reais, cinquenta e nove centavos). O ou a economista Analista em Cadeias Produtivas possui um salário menor de R$ 6.522, 55 (seis mil, quinhentos e vinte e dois reais, cinquenta e cinco centavos).

Por fim, os economistas com atuação nas áreas de fiscalização, como Agente Fiscal I e II e o Operador TI I e II, os salários variam de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 7.000,00 (sete mil).

O trabalho do economista pode ser muito interessante, dinâmico e bem remunerado. Quanto mais especializado, aumenta a possibilidade de alcançar cargos, com melhores salários, além de ser uma profissão gratificante, pois contribui para o processo de desenvolvimento econômico.

O conhecimento e o domínio de recursos tecnológicos, como também, diversas competências comportamentais ampliam possibilidades no mercado de trabalho. É uma profissão com excelente perspectiva de formação e experiência profissional. Para sobreviver dependemos do consumo de bens e serviços, de emprego, trabalho e renda, de vínculo no sistema financeiro, portanto a profissão do economista é fundamental para aumentar escolhas assertivas.

GERUSA COUTINHO RAMOS













     Mestre e  Bacharelado em Ciências Econômicas, nas áreas de economia, terceiro setor, políticas públicas e meio ambiente pela Universidade Federal da Paraíba ;

    -Pós  graduação latu sensu ;

    -Consultora  em gestão de negócios, estudo de viabilidade econômica e projetos.e 

    -Professora em universidades públicas e privadas e pesquisadora do GerarConhecimento & Ação e do NEPECCAS.

    Nota do Editor:

    Todos os artigos publicados no O Blog do Werneck são de inteira responsabilidade de seus autores.













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